Rondônia, 24 de maio de 2026
Espanha pode fazer história e reunir pela primeira vez os títulos mundiais masculino e feminino

Espanha pode fazer história e reunir pela primeira vez os títulos mundiais masculino e feminino

Atual campeã da Copa do Mundo Feminina, seleção espanhola disputará a final do Mundial masculino e pode alcançar feito inédito no futebol- © Reuters

Porto Velho, RO - A classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo de 2026 abriu a possibilidade de um feito inédito no futebol mundial: tornar-se o primeiro país a reunir, simultaneamente, os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina.

A seleção espanhola conquistou o Mundial Feminino de 2023, disputado na Austrália e na Nova Zelândia, e agora busca o bicampeonato entre os homens. A decisão será disputada no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, contra o vencedor da semifinal entre Argentina e Inglaterra.

Caso conquiste o título, a Espanha assumirá temporariamente a condição de campeã mundial nas duas categorias, algo nunca alcançado por outra seleção.

Atual campeã entre as mulheres

A conquista do título feminino em 2023 marcou um momento histórico para o futebol espanhol. Na decisão, disputada no Sydney Stadium, a Espanha venceu a Inglaterra por 1 a 0 e levantou a taça pela primeira vez.

A campanha foi consistente, com seis vitórias e apenas uma derrota, além de 18 gols marcados e sete sofridos.

Curiosamente, a final masculina poderá repetir o confronto de 2023, caso a Inglaterra elimine a Argentina na semifinal.

Aitana Bonmatí lidera geração vencedora

Um dos principais destaques da conquista feminina foi a meia Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo.

Após o título, a atleta do Barcelona consolidou sua posição entre as maiores estrelas do futebol mundial ao conquistar os prêmios The Best, da FIFA, e a Bola de Ouro, tornando-se uma das principais referências da modalidade.

Título também ficou marcado por polêmica

Apesar da conquista inédita, a Copa do Mundo Feminina de 2023 também ficou marcada por uma controvérsia envolvendo o então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales.

Durante a cerimônia de premiação, o dirigente beijou a atacante Jenni Hermoso sem seu consentimento. Rubiales afirmou posteriormente que o gesto havia sido consensual, versão negada pela jogadora.

O episódio gerou forte repercussão internacional. Após pressão de atletas, entidades e movimentos ligados ao futebol feminino, Rubiales renunciou ao cargo e foi suspenso por três anos pelo Comitê Disciplinar da FIFA.

Espanha já unificou títulos da Liga das Nações

A seleção espanhola já viveu uma situação semelhante entre 2024 e 2025 ao reunir, por um período, os títulos da Liga das Nações da UEFA.

A equipe masculina conquistou a competição em 2023, enquanto a seleção feminina venceu as duas primeiras edições do torneio. A unificação dos títulos terminou quando Portugal derrotou a Espanha na decisão masculina da edição seguinte.

Alemanha já venceu nos dois naipes, mas não ao mesmo tempo

A Alemanha foi o primeiro país a conquistar Copas do Mundo masculina e feminina. A seleção feminina foi campeã em 2003 e 2007, enquanto os homens possuem quatro títulos mundiais.

Entretanto, os títulos nunca coincidiram no mesmo período, o que mantém aberta a possibilidade de a Espanha estabelecer um recorde inédito caso vença a decisão deste domingo.

A próxima Copa do Mundo Feminina será disputada no Brasil, em 2027. Entre as seleções ainda envolvidas na reta final do Mundial masculino de 2026, Espanha e Argentina já estão classificadas para a competição, enquanto a Inglaterra ainda precisará disputar a repescagem europeia para garantir vaga.

Fonte: Agência Brasil

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