Representante da empresa Prime e secretário de Educação prestam esclarecimentos aos vereadores; novas oitivas com postos de combustíveis estão marcadas para o dia 29
Porto Velho, RO - A Câmara Municipal de Porto Velho voltou a discutir, nesta segunda-feira (22), os problemas relacionados ao abastecimento da frota municipal, após a suspensão do transporte escolar no distrito de União Bandeirantes devido à falta de combustível. A sessão contou com a presença do advogado Lucas Henrique Salveti, representante da empresa Prime, responsável pelos serviços de abastecimento e lavagem dos veículos do município.
A convocação foi realizada por iniciativa do vereador Breno Mendes, líder do prefeito na Câmara, que também havia solicitado anteriormente a presença do secretário municipal de Educação, Giordani Lima. O objetivo foi esclarecer os fatores que levaram à interrupção do transporte escolar, situação que resultou na suspensão das aulas para diversos estudantes da região.
Durante a reunião, Lucas Henrique Salveti afirmou que a empresa Prime não havia sido comunicada oficialmente pela Prefeitura sobre a paralisação dos veículos por falta de combustível. Segundo ele, o abastecimento foi interrompido pelos postos credenciados em razão de pendências financeiras.
O representante da empresa informou que, ao tomar conhecimento do problema, a Prime quitou os débitos junto aos fornecedores no dia seguinte, mesmo antes de receber os recursos da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
“Assim que a empresa teve conhecimento de que os veículos estavam parados por falta de pagamento dos combustíveis, no outro dia quitamos a dívida com os fornecedores, mesmo sem o saldo do pagamento da Secretaria de Educação estar disponível na conta. O recurso entrou no dia seguinte”, declarou.
Salveti também destacou que a empresa atua dentro das cláusulas contratuais e que os fornecedores devem observar os procedimentos previstos antes de suspender o abastecimento, uma vez que existem prazos estabelecidos para a regularização dos pagamentos.
Presente à sessão como ouvinte, o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, afirmou que a pasta vem efetuando os pagamentos dentro dos prazos previstos. Segundo ele, eventuais atrasos decorrem dos processos de conferência documental e fiscalização dos serviços prestados.
Após os esclarecimentos, o vereador Everaldo Fogaça afirmou ter recebido informações de setores da administração municipal indicando que os pagamentos da Prefeitura à empresa estariam sendo realizados regularmente. O parlamentar ressaltou que as reclamações apontam dificuldades da empresa no cumprimento de suas obrigações junto aos fornecedores, situação que, segundo ele, já havia sido alertada anteriormente na tribuna da Câmara.
A vereadora Ellis Regina também manifestou preocupação com os empresários responsáveis pelo fornecimento de combustível, que teriam sido impactados pelos atrasos. Para ela, embora a convocação tenha cumprido o papel de buscar esclarecimentos, algumas dúvidas ainda permaneceram sem respostas.
Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Gedeão Negreiros, informou que o Legislativo seguirá apurando o caso e anunciou uma nova rodada de oitivas para a próxima segunda-feira (29). Na ocasião, serão ouvidos proprietários de postos de combustíveis e representantes das empresas responsáveis pela lavagem da frota municipal.
Segundo Gedeão, a Câmara solicitou informações detalhadas sobre o contrato, incluindo dados sobre as empresas envolvidas, taxas cobradas e prazos de pagamento aos fornecedores. O objetivo é identificar possíveis falhas na execução do serviço e evitar novos prejuízos à população.
O presidente ressaltou que todos os 23 vereadores estão acompanhando o caso e que, após a conclusão das apurações, poderão ser adotadas medidas administrativas, incluindo eventual aplicação de penalidades ou até a suspensão do contrato, caso sejam constatadas irregularidades.
“Do jeito que está, não pode ficar. Os mais prejudicados são os alunos. A Câmara Municipal, junto com os 23 vereadores, não vai permitir que isso continue acontecendo e que as crianças sejam penalizadas por problemas administrativos”, afirmou Gedeão Negreiros.