Rondônia, 24 de maio de 2026
Explicações do advogado da Prime não convencem vereadores, e Câmara de Porto Velho cobra explicações sobre falta de combustível que paralisou transporte escolar em União Bandeirantes

Explicações do advogado da Prime não convencem vereadores, e Câmara de Porto Velho cobra explicações sobre falta de combustível que paralisou transporte escolar em União Bandeirantes


Representante da empresa Prime e secretário de Educação prestam esclarecimentos aos vereadores; novas oitivas com postos de combustíveis estão marcadas para o dia 29

Porto Velho, RO - A Câmara Municipal de Porto Velho voltou a discutir, nesta segunda-feira (22), os problemas relacionados ao abastecimento da frota municipal, após a suspensão do transporte escolar no distrito de União Bandeirantes devido à falta de combustível. A sessão contou com a presença do advogado Lucas Henrique Salveti, representante da empresa Prime, responsável pelos serviços de abastecimento e lavagem dos veículos do município.

A convocação foi realizada por iniciativa do vereador Breno Mendes, líder do prefeito na Câmara, que também havia solicitado anteriormente a presença do secretário municipal de Educação, Giordani Lima. O objetivo foi esclarecer os fatores que levaram à interrupção do transporte escolar, situação que resultou na suspensão das aulas para diversos estudantes da região.

Durante a reunião, Lucas Henrique Salveti afirmou que a empresa Prime não havia sido comunicada oficialmente pela Prefeitura sobre a paralisação dos veículos por falta de combustível. Segundo ele, o abastecimento foi interrompido pelos postos credenciados em razão de pendências financeiras.

O representante da empresa informou que, ao tomar conhecimento do problema, a Prime quitou os débitos junto aos fornecedores no dia seguinte, mesmo antes de receber os recursos da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

“Assim que a empresa teve conhecimento de que os veículos estavam parados por falta de pagamento dos combustíveis, no outro dia quitamos a dívida com os fornecedores, mesmo sem o saldo do pagamento da Secretaria de Educação estar disponível na conta. O recurso entrou no dia seguinte”, declarou.

Salveti também destacou que a empresa atua dentro das cláusulas contratuais e que os fornecedores devem observar os procedimentos previstos antes de suspender o abastecimento, uma vez que existem prazos estabelecidos para a regularização dos pagamentos.

O secretário municipal de Educação, Giordani Lima é disse que os pagamentos estão em dias

Presente à sessão como ouvinte, o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, afirmou que a pasta vem efetuando os pagamentos dentro dos prazos previstos. Segundo ele, eventuais atrasos decorrem dos processos de conferência documental e fiscalização dos serviços prestados.

Vereador Everaldo Fogaça cobra responsabilidade da empresa

Após os esclarecimentos, o vereador Everaldo Fogaça afirmou ter recebido informações de setores da administração municipal indicando que os pagamentos da Prefeitura à empresa estariam sendo realizados regularmente. O parlamentar ressaltou que as reclamações apontam dificuldades da empresa no cumprimento de suas obrigações junto aos fornecedores, situação que, segundo ele, já havia sido alertada anteriormente na tribuna da Câmara.

Vereadora Ellis Regina destaca preocupação com empresários e transporte escolar

A vereadora Ellis Regina também manifestou preocupação com os empresários responsáveis pelo fornecimento de combustível, que teriam sido impactados pelos atrasos. Para ela, embora a convocação tenha cumprido o papel de buscar esclarecimentos, algumas dúvidas ainda permaneceram sem respostas.

Gedeão Negreiros anuncia novas oitivas e diz que situação não pode continuar

Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Gedeão Negreiros, informou que o Legislativo seguirá apurando o caso e anunciou uma nova rodada de oitivas para a próxima segunda-feira (29). Na ocasião, serão ouvidos proprietários de postos de combustíveis e representantes das empresas responsáveis pela lavagem da frota municipal.

Segundo Gedeão, a Câmara solicitou informações detalhadas sobre o contrato, incluindo dados sobre as empresas envolvidas, taxas cobradas e prazos de pagamento aos fornecedores. O objetivo é identificar possíveis falhas na execução do serviço e evitar novos prejuízos à população.

O presidente ressaltou que todos os 23 vereadores estão acompanhando o caso e que, após a conclusão das apurações, poderão ser adotadas medidas administrativas, incluindo eventual aplicação de penalidades ou até a suspensão do contrato, caso sejam constatadas irregularidades.

“Do jeito que está, não pode ficar. Os mais prejudicados são os alunos. A Câmara Municipal, junto com os 23 vereadores, não vai permitir que isso continue acontecendo e que as crianças sejam penalizadas por problemas administrativos”, afirmou Gedeão Negreiros.


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