Rondônia, 31 de março de 2026
Confusão entre ativista Alex Morong e vereador Breno Mendes termina com intervenção da Polícia Militar na Câmara de Porto Velho

Confusão entre ativista Alex Morong e vereador Breno Mendes termina com intervenção da Polícia Militar na Câmara de Porto Velho

Ativista e parlamentar apresentam versões divergentes sobre episódio ocorrido em gabinete; caso será apurado pelas autoridades competentes.

Porto Velho, RO - Mais um episódio de tensão envolvendo o ativista político Alex Morong e o vereador Breno Mendes foi registrado na manhã desta terça-feira (2) nas dependências da Câmara Municipal de Porto Velho. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e chamou a atenção de servidores, assessores e visitantes que circulavam pelo corredor de acesso aos gabinetes parlamentares.

Segundo relato de Alex Morong, ele solicitou o acompanhamento de policiais militares até o gabinete do vereador para identificar assessores que, de acordo com sua versão, teriam participado de um episódio ocorrido em 19 de maio, quando afirma ter sido agredido e ter seus cartazes de protesto rasgados durante uma manifestação realizada na galeria do plenário da Câmara.

O ativista alega que, ao tentar identificar os supostos envolvidos, uma nova confusão teve início dentro do gabinete parlamentar.

“Fui agredido pelo vereador na frente dos policiais. Eles são testemunhas”, declarou Alex Morong.

Conhecido por atuar como fiscalizador independente e promover manifestações sobre temas de interesse público, Morong já esteve envolvido em discussões e desentendimentos durante audiências públicas e eventos institucionais realizados em diferentes órgãos, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia (OAB-RO) e a Assembleia Legislativa de Rondônia.

Versão do vereador

Por outro lado, o vereador Breno Mendes registrou boletim de ocorrência relatando que o ativista teria se dirigido ao gabinete hostilizando assessores da equipe parlamentar.

De acordo com a versão apresentada pelo vereador, durante o desentendimento, Alex Morong teria agredido o assessor João Batista, de 72 anos, causando um ferimento no rosto.

O ativista, entretanto, nega a acusação e afirma que não agrediu o servidor mencionado pelo parlamentar.

Investigação

As versões apresentadas pelas partes são divergentes e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela apuração dos fatos. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre eventuais medidas adotadas após o registro da ocorrência.

A Polícia Militar acompanhou a situação no local, e o caso deverá seguir os trâmites legais para esclarecimento das circunstâncias do episódio.

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