Rondônia, 31 de março de 2026
Produção industrial brasileira cresce pelo terceiro mês seguido, aponta IBGE

Produção industrial brasileira cresce pelo terceiro mês seguido, aponta IBGE

Informação foi divulgada hoje pelo IBGE - © REUTERS

Porto Velho, RO - A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,1% na passagem de fevereiro para março deste ano, marcando o terceiro mês consecutivo de avanço. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3,1% em 2026.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Segundo o levantamento, a atividade industrial já se encontra 3,3% acima do nível registrado antes da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020. Apesar disso, o setor ainda opera 13,9% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.

De acordo com a pesquisa, quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram crescimento na produção entre fevereiro e março.

O gerente da PIM, André Macedo, destacou que os principais impactos positivos vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, além da indústria química.

“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, afirmou.

Outros segmentos que contribuíram para o desempenho positivo da indústria foram:

  • veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%);
  • metalurgia (1,2%);
  • máquinas e equipamentos (1%).

Setores em queda

Por outro lado, 16 atividades industriais registraram retração na produção no período analisado.

Os principais impactos negativos vieram dos setores de bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%). Segundo o IBGE, o segmento de bebidas interrompeu uma sequência de três meses de crescimento, período em que acumulava alta de 8,5%.

Também apresentaram queda os setores de:

  • móveis (-6%);
  • confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%);
  • produtos alimentícios (-0,5%);
  • manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-3,9%);
  • celulose, papel e produtos de papel (-1,3%);
  • equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-2,3%);
  • produtos de madeira (-4,4%);
  • produtos de borracha e material plástico (-1,1%).

O resultado reforça o cenário de recuperação gradual da indústria brasileira, embora o desempenho ainda apresente oscilações entre os diferentes segmentos produtivos.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem