Rondônia, 31 de março de 2026
Operação “Vitrine Falsa” desarticula grupo suspeito de golpes com consórcios em MT e RO

Operação “Vitrine Falsa” desarticula grupo suspeito de golpes com consórcios em MT e RO

Polícia Civil aponta mais de 40 ocorrências contra investigados que usavam empresas de fachada e redes sociais para enganar vítimas

Porto Velho, RO - A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação “Vitrine Falsa”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa investigada por aplicar golpes em série contra consumidores, inclusive em Rondônia. O grupo utilizava falsas ofertas de consórcios e cartas de crédito supostamente contempladas.

Durante a ação, foram cumpridas sete ordens judiciais, sendo uma prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e três medidas cautelares diversas da prisão.

O principal investigado, de 31 anos, apontado como líder do grupo criminoso, foi preso em Cuiabá. Outras duas pessoas — uma mulher de 41 anos e a filha dela, de 22 — foram alvos de buscas e medidas cautelares.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), indicam que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para vender contratos de consórcio e falsas cartas de crédito contempladas. As vítimas eram atraídas com promessas de liberação rápida de valores elevados, mediante pagamento antecipado de entradas, lances e taxas administrativas.

Após receberem os valores, os investigados interrompiam os contratos e desapareciam, causando prejuízos financeiros significativos às vítimas.

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, há mais de 40 boletins de ocorrência registrados contra o principal suspeito, especialmente nos estados de Mato Grosso e Rondônia, o que evidencia a atuação reiterada e interestadual do grupo.

As apurações também apontam que os criminosos utilizavam redes sociais, anúncios patrocinados e plataformas de comércio eletrônico para atrair consumidores, criando uma falsa aparência de legalidade.

Em alguns casos, segundo a investigação, os suspeitos exploravam relações de confiança em ambientes sociais e até religiosos para convencer as vítimas a realizar pagamentos, acreditando que receberiam cartas contempladas ou financiamentos facilitados.

A operação segue em andamento, e a Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem as autoridades para registrar ocorrência.

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