Rondônia, 31 de março de 2026
Operação “Labirinto de Bronze” combate lavagem de dinheiro e bloqueia mais de R$ 48 milhões em Rondônia

Operação “Labirinto de Bronze” combate lavagem de dinheiro e bloqueia mais de R$ 48 milhões em Rondônia

Gaeco do MPRO cumpre mandados em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho contra grupo investigado por ocultação patrimonial e atuação de milícia privada

Porto Velho, RO - O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação “Labirinto de Bronze”, com o objetivo de cumprir mandados de prisão, busca e apreensão e medidas assecuratórias patrimoniais nas cidades de Ariquemes, Cujubim e Porto Velho, no âmbito de investigação que apura, em tese, a prática do crime de lavagem de dinheiro.

A operação é resultado de um Procedimento Investigatório Criminal instaurado para investigar a existência de uma milícia privada que operaria um esquema de lavagem de dinheiro por meio da ocultação patrimonial, utilizando empresas e interpostas pessoas para dissimular a origem de valores ilícitos.

Segundo o MPRO, as investigações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica formal dos investigados, além da utilização de uma empresa de terraplanagem para circulação de recursos. Também foram constatadas tentativas de ocultação de patrimônio rural, veículos e semoventes registrados em nome de terceiros.

Os investigadores reuniram ainda elementos que apontam a continuidade da atuação do grupo criminoso durante o período em que um dos principais investigados permaneceu foragido da Justiça. O suspeito possui histórico de crimes violentos e reiteradas fugas em operações anteriores.

Além da prisão, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas vinculadas aos investigados nos municípios alvos da operação.

A Justiça também autorizou medidas patrimoniais que incluem bloqueio de valores, restrições de circulação e transferência de veículos, sequestro de imóveis, indisponibilidade de cotas empresariais, apreensão de maquinários e restrições sobre rebanho bovino registrado em nome dos investigados.

De acordo com o Ministério Público, as medidas patrimoniais ultrapassam R$ 48 milhões, incluindo bloqueios financeiros, indisponibilidade de imóveis, apreensão de veículos e a constrição de 1.611 cabeças de gado bovino localizadas em propriedades rurais investigadas na região de Cujubim.

A fase ostensiva da operação contou com o apoio estratégico, logístico e operacional de diversas forças de segurança e órgãos públicos, entre eles a Polícia Militar de Rondônia (PMRO), Polícia Civil de Rondônia (PCRO), Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Polícia Penal de Rondônia (PPRO), Polícia Técnico-Científica de Rondônia (Politec), Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco), Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O nome da operação, “Labirinto de Bronze”, faz referência ao histórico de fuga e evasão das ações das forças de segurança pelo principal investigado, além da complexa estrutura de ocultação patrimonial identificada ao longo das investigações, marcada pelo uso de empresas, movimentações financeiras fracionadas, interpostas pessoas e patrimônio rural para dificultar o rastreamento da origem dos recursos e da titularidade dos bens.

O MPRO reafirmou o compromisso com o enfrentamento qualificado à criminalidade organizada, à lavagem de dinheiro e à recuperação de ativos ilícitos, visando à defesa da ordem jurídica e da sociedade rondoniense.

Fonte: MP/RO

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem