Porto Velho, RO - O cenário da segurança pública no Paraná foi abalado após o anúncio do Tenente Hélio, que confirmou sua saída da Polícia Militar do Paraná depois de quase 10 anos de serviço na corporação.
Conhecido por sua proximidade com a comunidade, o oficial fez um desabafo que rapidamente repercutiu nas redes sociais. Foram 9 anos, 7 meses e 8 dias vestindo a farda da corporação, que ele chama de “A Gloriosa”.
Segundo o tenente, os últimos anos dentro da instituição foram marcados por perseguição interna, punições administrativas e transferências. Em seu relato, ele afirma ter sido afastado do trabalho operacional e colocado em funções administrativas contra sua vontade.
Em uma das declarações que mais repercutiram, o oficial afirmou ter sido perseguido, humilhado, punido e transferido, além de ter sido impedido de trabalhar nas ruas, função que, segundo ele, sempre foi sua vocação dentro da polícia.
O tenente também afirmou que houve um movimento para silenciá-lo e torná-lo “invisível” dentro da instituição. Em suas críticas, ele questiona a rigidez da hierarquia e afirma que o verdadeiro papel do policial é proteger a população, e não apenas cumprir decisões que, segundo ele, podem ferir princípios éticos.
A frase “Nada compra minha paz”, dita por ele ao anunciar a saída da corporação, acabou se tornando símbolo do desabafo e foi amplamente compartilhada nas redes sociais.
O caso levanta discussões importantes sobre saúde mental, valorização profissional, condições de trabalho e os bastidores das forças de segurança pública no Brasil, especialmente em relação à pressão psicológica, hierarquia militar e reconhecimento profissional dentro das corporações.
Patrícia Schwartz