Rondônia, 31 de março de 2026
Sistemma assume coleta de lixo em Porto Velho após saída de consórcio

Sistemma assume coleta de lixo em Porto Velho após saída de consórcio

Mudança ocorre sem transição e nova empresa inicia operação com reforço de equipe e caminhões

Porto Velho, RO - A empresa Sistemma Serviços Urbanos passou a ser responsável, oficialmente a partir da meia-noite desta quarta-feira (22), pela coleta de resíduos sólidos em Porto Velho.

A substituição ocorreu após o consórcio ECO PVH, liderado pelo grupo Amazon Fort, deixar de cumprir exigências previstas em contrato, conforme informou a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Diante disso, a prefeitura convocou a terceira colocada no processo emergencial realizado no ano passado, atendendo a determinações do Tribunal de Contas e do Ministério Público.

A troca entre as empresas aconteceu sem período de transição. Para garantir o início imediato das atividades, a Sistemma adquiriu novos caminhões, trazidos de Goiânia, e contratou mais de 200 trabalhadores.

Com atuação em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná, a empresa encontrou um cenário considerado desafiador ao chegar à capital rondoniense. Levantamentos iniciais apontaram grande volume de lixo acumulado em diferentes regiões da cidade.

Na região do Baixo Madeira, incluindo vilas e distritos, moradores relatam mais de quatro dias sem coleta de resíduos. Segundo informações levantadas pela nova prestadora, a situação pode indicar dificuldades enfrentadas no processo de transição.

De acordo com documento da Seinfra, o consórcio que deixou o serviço acumulou 4.398 reclamações desde o início da atuação. Os dados constam no Ofício nº 1742/2026, encaminhado ao Tribunal de Contas em 12 de março deste ano.

Além das reclamações, multas também foram aplicadas à antiga prestadora. O caso chegou à Câmara de Vereadores, que convocou o secretário Thiago Cantanhede para prestar esclarecimentos sobre falhas na coleta e o acúmulo de lixo na cidade.

Outro fator determinante para a saída do consórcio ECO PVH foi a perda das condições exigidas para habilitação contratual, após a retirada da empresa SUMA Brasil Serviços Urbanos e Meio Ambiente S.A., considerada essencial para garantir a capacidade técnica e financeira no processo original.

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