Rondônia, 31 de março de 2026
Rondônia não adere à proposta do governo federal para conter a alta do diesel

Rondônia não adere à proposta do governo federal para conter a alta do diesel

Medida previa subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com custo dividido entre União e estados. Rondônia é, até o momento, o único estado do Norte a recusar a adesão.

Porto Velho, RO - Rondônia decidiu não aderir à proposta do governo federal para conter a alta do diesel. A medida prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado até o fim de maio. Segundo o governo estadual, não há garantia de que o desconto será repassado ao consumidor nos postos.

https://g1.globo.com/ro/rondonia/videos-jornal-de-rondonia-2-edicao/video/proposta-para-reduzir-valor-do-diesel-rondonia-nao-vai-aderir-a-medida-do-governo-federal-14487039.ghtml
Proposta para reduzir valor do Diesel: Rondônia não vai aderir a medida do Governo Federal

Na região Norte, Rondônia é, até o momento, o único estado a recusar a adesão. Pará e Amapá ainda não se posicionaram, enquanto os demais estados indicam que devem participar da iniciativa para tentar reduzir o preço do diesel.

De acordo com a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), além das dúvidas sobre a efetividade da medida, o estado enfrenta limitações orçamentárias, o que dificulta a participação neste momento.

O plano do governo federal prevê que o custo do subsídio seja dividido entre a União e os estados. A estimativa é de impacto de cerca de R$ 1,5 bilhão nas receitas estaduais em dois meses. Esse valor seria compensado por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A proposta não inclui redução do ICMS e se soma a outras ações já adotadas para conter os preços dos combustíveis.


Até agora, 21 estados já aderiram. Mesmo sem consenso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida deve ser implementada.

A Sefin informou ainda que a decisão de Rondônia segue orientação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que reúne representantes de todo o país. Em nota técnica, o grupo aponta dúvidas sobre a eficácia da proposta e alerta para possíveis impactos negativos nas contas estaduais.

Fonte: G1/RO

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