Rondônia, 31 de março de 2026
Reforma trabalhista de Milei avança e prevê jornada diária de até 12 horas na Argentina

Reforma trabalhista de Milei avança e prevê jornada diária de até 12 horas na Argentina

Medidas incluem flexibilização de horas extras, restrições a greves e mudanças em indenizações por demissão

Porto Velho, RO - Enquanto no Brasil projetos que propõem a redução da carga horária e o fim da escala 6x1 avançam na Câmara dos Deputados, a Argentina segue caminho oposto com a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei.

Em fevereiro, durante sessão realizada na madrugada, a Câmara argentina aprovou a proposta apresentada pelo governo. Entre os principais pontos está o aumento da jornada diária de trabalho de oito para até 12 horas.

A reforma também prevê que horas extras não precisem mais ser pagas diretamente, podendo ser compensadas em outras jornadas. Além disso, estabelece restrições ao direito de greve e permite o parcelamento de indenizações por demissão.

A aprovação provocou forte reação sindical no país. Uma greve geral foi organizada contra as mudanças, mas as mobilizações não impediram o avanço da proposta. A principal central sindical argentina já anunciou nova manifestação para o dia 30 de abril.

Disputa judicial

No fim de março, uma decisão da Justiça argentina havia suspendido trechos importantes da reforma, incluindo o aumento da jornada para até 12 horas. A medida atendeu pedido da principal central sindical do país.

Entretanto, na última quinta-feira (23), a Câmara Nacional de Apelações do Trabalho revogou a liminar que barrava a reforma e autorizou a aplicação das medidas até que seja decidido, em definitivo, se o texto é ou não constitucional.

Sindicatos e setores da oposição afirmam que parte das mudanças viola a Constituição argentina, enquanto o governo sustenta que a reforma busca modernizar o mercado de trabalho e estimular a economia nacional.

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