Rondônia, 31 de março de 2026
Netflix pagou cachê para Suzane von Richthofen por doc, diz colunista

Netflix pagou cachê para Suzane von Richthofen por doc, diz colunista

Suzane von Richthofen decidiu falar, 24 anos após o assassinato dos pais, em uma produção documental que será lançada pela Netflix

Porto Velho, RO - Suzane von Richthofen decidiu falar, 24 anos após o assassinato dos pais, em uma produção documental que será lançada pela Netflix. Para garantir o depoimento, o streaming teria pago cerca de R$ 500 mil para a parricida dar a versão dela das fatos.

Segundo o colunista Gabriel Vaquer, do Outro Canal, o streaming pagou o valor diretamente para a assassina. Em nota enviada ao Metrópoles, a Netflix disse: “Não divulgamos detalhes das produções”.



O que diz a lei sobre Suzane receber cachê?

Produções de true crime costumam fazer sucesso no streaming, tanto ficcionais como documentários. Em todos os casos, a dúvida sobre um possível cachê recebido pelos criminosos reacende debates.

Em entrevista ao Metrópoles, Leonardo Aquino, professor de direito do Centro Universitário de Brasília, explica que apenas situações que extrapolem o que está nos autos de um processo podem gerar indenização.

“Só haverá o direito de indenizar se aquilo extrapolar as situações dentro do processo que foi retratado. Vamos imaginar uma situação hipotética: se usa uma fotografia de uma pessoa retratada que não foi adquirida nos autos, que foi obtida por outros meios que não o previsto nos autos do processo, sem a devida identificação de onde foi retirada. [Nesse caso,] é possível ter uma indenização.”

A advogada Erika Lenehr acrescenta que a decisão deve equilibrar dois direitos fundamentais: o da liberdade de expressão e o da proteção à personalidade.

“A lei não vai proibir, a gente vai utilizar a liberdade de expressão e de criação dentro daqueles parâmetros, desde que você não adentre à vida privada e à intimidade daquela pessoa que cometeu o crime. Isso (ferir a intimidade e vida privada) normalmente acontece quando a pessoa faz julgamentos ou suposições do que a pessoa pudesse estar pensando porque agiu daquela forma”, exemplifica.

Documentário de Suzane

Após a grande repercussão da série Tremembé, Suzane von Richthofen decidiu voltar a falar sobre o passado e o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Ela concedeu entrevista sobre o assunto para um futuro documentário da Netflix sobre o crime, que rendeu condenação de 39 anos de prisão para a parricida.

O longa-metragem não tem data de lançamento prevista e foi revelado por Ullisses Campbell na coluna True Crime. Segundo o jornalista, ela topou contar a versão dela dos fatos desde a infância até o crime emblemático, dando a visão dela da história sobre a relação com os parentes.

Suzane diz que a casa que vivia com os pais, palco do assassinato, era um ambiente sem afeto e marcado por cobranças, principalmente por parte do pai. Segundo Ullisses, ela diz: “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”.

Ela ainda conta ter visto o pai enforcar a mãe. “Eu era criança. Meus pais botavam a gente pra dormir muito cedo. Ouvi uma discussão e desci pra ver o que era. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, relembrou.

No documentário, Suzane também detalha a relação com Daniel e Christian Cravinhos. Ela garante que não teve relação com o planejamento do crime, mas reconhece: “A culpa é minha. Claro que é minha”. A produção aborda ainda a vida atual com o marido, Felipe Muniz, e o filho.

Fonte: Metrópoles

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