Porto Velho, RO - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar o MC Ryan SP, nesta quinta-feira, 23, após mais de uma semana de detenção. O funkeiro foi preso no último dia 15, em uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, envolvendo rifas, apostas e redes sociais.
A informação foi divulgada nas redes sociais pela defesa do cantor. Na decisão, o ministro e relator do caso, Messod Azulay Neto, considerou ilegal a determinação da prisão temporária de 30 dias pela da 5ª Vara Federal de Santos, pois a PF havia solicitado apenas cinco dias à Justiça.
Além disso, o magistrado estendeu o habeas corpus aos demais presos na mesma situação de Ryan, ou seja, devem ser beneficiados também MC Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, criador da página de rede social Choquei.
MC Ryan SP é suspeito de integrar esquema bilionário de lavagem de dinheiroFoto: Reprodução/Instagram
“Estendo os efeitos desta decisão aos corréus que tiveram a prisão temporária decretada no mesmo ato, desde que se encontrem em idêntica situação fático-jurídica, em observância ao princípio da isonomia e à possibilidade de extensão dos efeitos benéficos da ordem de habeas corpus”, diz a decisão.
Em seu perfil nas redes, o advogado de MC Ryan SP, Felipe Cassimiro, postou a decisão e celebrou: "Vem pra rua, meu amigo. Obrigado por ter acreditado em nosso time”.
Esquema de lavagem de dinheiro
O esquema de lavagem de dinheiro no qual os MCs e influencers estariam envolvidos, segundo a PF, movimentou ao longo de dois anos cerca de R$ 1,6 bilhão, por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.
O ponto de partida teria sido o backup do iCloud, da Apple, do contador Rodrigo Morgado, alvo da operação Narco Bet, deflagrada em outubro de 2025, derivada da Narco Vela, realizada em abril do mesmo ano.
O esquema de lavagem de dinheiro no qual os MCs e influencers estariam envolvidos, segundo a PF, movimentou ao longo de dois anos cerca de R$ 1,6 bilhão, por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.
O ponto de partida teria sido o backup do iCloud, da Apple, do contador Rodrigo Morgado, alvo da operação Narco Bet, deflagrada em outubro de 2025, derivada da Narco Vela, realizada em abril do mesmo ano.

MC Ryan SPFoto: Reprodução/Instagram
“As análises revelaram, ainda, uma dinâmica operacional coordenada entre os envolvidos, com indícios consistentes de práticas típicas de branqueamento de capitais e de um sistema paralelo de movimentação financeira”, aponta a Justiça Federal.
Inclusive, Morgado foi apontado como contador e operador chave do grupo, articulando transferências bancárias, prestando auxílio direto aos investigados no processo de “proteção patrimonial” de Mc Ryan e de serviços de gerenciamento financeiro.

MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos em operação da PFFoto: Reprodução/Instagram
Foram apreendidos R$ 20 milhões em veículos de luxo, nos modelos da marca Land Rover, um da Porsche, dois da BMW e um da Ferrari, além de outros. Também foram confiscados pelas autoridades relógios de marca, dinheiro em espécie, documentos, armas e equipamentos eletrônicos. Além disso, a ação teve a autorização judicial para o bloqueio de R$ 1,6 bilhão.
Fonte: Terra.com
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