Ao impor sigilo até 2033, Banco Central indicou que divulgação iria contra “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva de imprensa, em Brasília
Porto Velho, RO - O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse à CPI do Crime Organizado que a autoridade monetária classificou como secretos os documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master para evitar abrir margem para que o processo seja questionado judicialmente depois.
De acordo com Galípolo, o sigilo de oito anos imposto ao caso segue uma resolução do Banco Central e que regras não devem ser descumpridas. O presidente participou do colegiado na manhã desta quarta-feira (18).
"Existe uma determinação do Banco Central desde 2018 que [impõe sigilo] de 10 anos para bancos maiores e de oito anos para bancos menores. Para mudar isso, precisa ter uma justificativa. De 2018 para cá, todas as 16 resoluções financeiras seguiram estritamente essa regra. Essa regra é ruim? É boa? É inadequada? Se uma regra é inadequada, temos que desobedecê-la? Não", disse aos senadores.
Na avaliação de Galípolo, mudar a regra durante o andamento do processo seria algo "complexo". O chefe da autoridade monetária também argumentou que os documentos já foram encaminhados às autoridades competentes.
"Abertura de uma exceção para este caso se prestaria a ser um subsídio para quem quer dizer amanhã de que a decisão foi tomada por motivação não técnica", disse aos senadores.
Ao impor sigilo até 2033, Banco Central indicou que divulgação iria contra “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.
A classificação do sigilo foi indicada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025. Sendo assim, os arquivos sobre a interrupção das atividades do Banco Master devem permanecer secretos até novembro de 2033.
A autarquia federal alega, juridicamente, a aplicação do segredo com o argumento de que os documentos podem comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.
Porto Velho, RO - O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse à CPI do Crime Organizado que a autoridade monetária classificou como secretos os documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master para evitar abrir margem para que o processo seja questionado judicialmente depois.
De acordo com Galípolo, o sigilo de oito anos imposto ao caso segue uma resolução do Banco Central e que regras não devem ser descumpridas. O presidente participou do colegiado na manhã desta quarta-feira (18).
"Existe uma determinação do Banco Central desde 2018 que [impõe sigilo] de 10 anos para bancos maiores e de oito anos para bancos menores. Para mudar isso, precisa ter uma justificativa. De 2018 para cá, todas as 16 resoluções financeiras seguiram estritamente essa regra. Essa regra é ruim? É boa? É inadequada? Se uma regra é inadequada, temos que desobedecê-la? Não", disse aos senadores.
Na avaliação de Galípolo, mudar a regra durante o andamento do processo seria algo "complexo". O chefe da autoridade monetária também argumentou que os documentos já foram encaminhados às autoridades competentes.
"Abertura de uma exceção para este caso se prestaria a ser um subsídio para quem quer dizer amanhã de que a decisão foi tomada por motivação não técnica", disse aos senadores.
Ao impor sigilo até 2033, Banco Central indicou que divulgação iria contra “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.
A classificação do sigilo foi indicada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025. Sendo assim, os arquivos sobre a interrupção das atividades do Banco Master devem permanecer secretos até novembro de 2033.
A autarquia federal alega, juridicamente, a aplicação do segredo com o argumento de que os documentos podem comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.
Fonte: CNN Brasil
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