Porto Velho, RO - Um projeto brasileiro está chamando atenção no mundo por trazer uma ideia que parece saída do futuro: um barco capaz de produzir o próprio combustível enquanto navega em alto-mar. A embarcação, chamada JAQ H2, terá cerca de 50 metros e está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
O grande diferencial é que o barco não depende de postos ou reabastecimento tradicional. Ele gera sua própria energia a bordo, o que pode permitir viagens muito mais longas e independentes, reduzindo custos logísticos e impactos ambientais.
O funcionamento, embora inovador, é baseado em um processo conhecido da ciência: a Eletrólise da água. A água captada é tratada e enviada a um eletrolisador, equipamento que utiliza eletricidade para separar a molécula em dois gases — hidrogênio e oxigênio.
O hidrogênio gerado se torna o combustível do navio, alimentando sistemas que produzem energia para movimentar os motores. Esse modelo utiliza o princípio da Economia do hidrogênio, considerada uma das principais apostas para o futuro energético global.
Uma das grandes vantagens é o impacto ambiental reduzido. Diferente de combustíveis fósseis como diesel, o hidrogênio não gera emissão de poluentes durante seu uso. Ao produzir energia, ele se combina com o oxigênio do ar e tem como resultado final basicamente água.
Na prática, isso significa que o JAQ H2 consegue transformar água em energia utilizável em pleno oceano, sem necessidade de abastecimento externo. A tecnologia pode representar uma mudança significativa para o setor marítimo, que hoje ainda depende fortemente de combustíveis altamente poluentes.
Com isso, o projeto brasileiro se posiciona como uma alternativa promissora para tornar o transporte naval mais sustentável, eficiente e alinhado às demandas ambientais do futuro.