Porto Velho, RO - Um decreto do Governo de Rondônia autorizou a viagem de servidores da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia para participação no 21º Congresso Brasileiro de Pregoeiros e Agentes de Contratações, realizado em Foz do Iguaçu, entre os dias 22 e 27 de março de 2026. No entanto, uma publicação em rede social trouxe novos questionamentos sobre o uso de recursos públicos durante o deslocamento.
De acordo com o decreto assinado pelo governador Marcos Rocha, a viagem foi autorizada com ônus ao Estado, incluindo pagamento de diárias e demais despesas custeadas com recursos públicos.
Entre os servidores autorizados estão
* Aline Lopes Espíndola,
* Janaina Muniz Lobato,
* Marina Dias de Moraes Taufmann e
* Rivelino Moraes da Fonseca.
O objetivo oficial da viagem seria a participação no evento técnico voltado à área de contratações públicas.
Entretanto, uma publicação atribuída a Rivelino mostra o assessor em localização marcada como “Shopping Paris”, em Ciudad del Este — cidade vizinha a Foz do Iguaçu. Na postagem, o próprio servidor escreveu “Turistando…”, indicando possível atividade de lazer durante o período da viagem institucional.
O registro levanta questionamentos sobre a compatibilidade entre a agenda oficial, custeada com recursos públicos, e atividades pessoais realizadas fora do território nacional.
Viagens oficiais com pagamento de diárias têm como finalidade cobrir despesas relacionadas exclusivamente ao cumprimento de atividades institucionais. O uso desses recursos para fins particulares pode gerar questionamentos administrativos e eventual responsabilização, a depender da análise dos órgãos de controle.
O decreto também informa que as despesas foram custeadas com recursos não vinculados de impostos da saúde, o que amplia o debate sobre a destinação desses valores.
O caso reforça a importância da transparência na gestão pública, especialmente em situações que envolvem deslocamentos oficiais, pagamento de diárias e participação em eventos fora do estado.
Até o momento, não houve manifestação oficial do Governo de Rondônia ou da Sesau sobre o conteúdo da publicação ou eventual apuração dos fatos.
Especialistas apontam que situações como essa podem ser analisadas por órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado e o Tribunal de Contas, sobretudo quando há indícios de possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos.

Publicação mostra servidor do Governo de Rondônia em Ciudad del Este, no Paraguai, durante período de viagem oficial Fonte: Alô Rondônia