Sufixo presente na maioria dos sobrenomes do país ajuda a explicar padrão na seleção que enfrenta o Brasil em Orlando
Jogadores da Croácia celebram vitória sobre a Colômbia • ISI Photos via Getty Images
Porto Velho, RO - Às vésperas do amistoso entre Seleção Brasileira de Futebol e Seleção Croata de Futebol, nesta terça-feira (31), em Orlando, um traço chama atenção na lista de convocados europeus: a repetição de sobrenomes terminados em “ić”.
Não é coincidência. O sufixo, pronunciado como “itch”, tem origem nas línguas eslavas e funciona como um patronímico, indicando “filho de” ou “descendente de”. A formação surgiu na Idade Média, quando vilarejos da região que hoje inclui a Croácia precisavam diferenciar famílias com os mesmos nomes.
Com o tempo, o “ić” deixou de ser apenas uma referência direta ao pai e passou a integrar definitivamente os sobrenomes.
O reflexo aparece no futebol. Nomes como Luka Modrić, Mateo Kovačić, Ivan Perišić e Dominik Livaković seguem a lógica. Há exceções, como Joško Gvardiol, mas elas são minoria.
Para o torcedor brasileiro, acostumado a nomes únicos ou apelidos, o padrão pode confundir à primeira vista, principalmente em transmissões. Na prática, é um marcador cultural forte, comum também em países vizinhos como Sérvia, Bósnia e Montenegro, ainda que com variações.
A Croácia leva esse traço para um cenário em que o país se tornou protagonista recente. Vice-campeã do mundo em 2018 e terceira colocada em 2022, a equipe mantém uma base competitiva mesmo com população inferior à da cidade de São Paulo.
Porto Velho, RO - Às vésperas do amistoso entre Seleção Brasileira de Futebol e Seleção Croata de Futebol, nesta terça-feira (31), em Orlando, um traço chama atenção na lista de convocados europeus: a repetição de sobrenomes terminados em “ić”.
Não é coincidência. O sufixo, pronunciado como “itch”, tem origem nas línguas eslavas e funciona como um patronímico, indicando “filho de” ou “descendente de”. A formação surgiu na Idade Média, quando vilarejos da região que hoje inclui a Croácia precisavam diferenciar famílias com os mesmos nomes.
Com o tempo, o “ić” deixou de ser apenas uma referência direta ao pai e passou a integrar definitivamente os sobrenomes.
O reflexo aparece no futebol. Nomes como Luka Modrić, Mateo Kovačić, Ivan Perišić e Dominik Livaković seguem a lógica. Há exceções, como Joško Gvardiol, mas elas são minoria.
Para o torcedor brasileiro, acostumado a nomes únicos ou apelidos, o padrão pode confundir à primeira vista, principalmente em transmissões. Na prática, é um marcador cultural forte, comum também em países vizinhos como Sérvia, Bósnia e Montenegro, ainda que com variações.
A Croácia leva esse traço para um cenário em que o país se tornou protagonista recente. Vice-campeã do mundo em 2018 e terceira colocada em 2022, a equipe mantém uma base competitiva mesmo com população inferior à da cidade de São Paulo.
Fonte: CNN Brasil
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