GRAVE DENÚNCIA NO IFRO (CALAMA): Professor é investigado por suspeita de aliciamento sexual contra estudante menor em Porto Velho

GRAVE DENÚNCIA NO IFRO (CALAMA): Professor é investigado por suspeita de aliciamento sexual contra estudante menor em Porto Velho

Docente foi afastado cautelarmente; caso é apurado pela Polícia Civil e pela comissão disciplinar da instituição

Porto Velho, RO - Um professor de 28 anos passou a ser investigado pela Polícia Civil de Rondônia após denúncia formal registrada na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Porto Velho. O caso envolve suspeitas de aliciamento sexual e também de influência ideológica contra uma estudante do ensino médio do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), campus Calama.

De acordo com o boletim de ocorrência, o contato entre o professor e a adolescente teria começado em julho de 2025, quando ela tinha 15 anos. Embora ele não fosse docente direto da estudante, atuava na mesma unidade escolar. Segundo o relato, ao longo dos meses, o vínculo teria ultrapassado a relação pedagógica.

Encontros dentro e fora da escola

Conforme a denúncia, o professor levava a estudante à sala dos professores, onde, segundo o registro policial, teriam ocorrido carícias e beijos dentro do ambiente escolar.

Em dezembro de 2025, quando a jovem já tinha 16 anos, ela afirma que esteve com o investigado fora da instituição. Em determinado momento, segundo o boletim, ela teria pedido que a situação fosse interrompida, o que, conforme sua versão, não teria sido atendido.

O registro aponta ainda que o professor teria levado a estudante da instituição até sua residência em uma das ocasiões. A adolescente relatou que, em um encontro dentro do veículo do investigado, percebeu forte odor de maconha.

Suspeita de influência ideológica

A família também denuncia suposto aliciamento ideológico. Segundo informações repassadas, o professor de filosofia falava com frequência sobre socialismo e teria orientado a estudante a ler a obra O Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, considerada um dos principais textos do pensamento comunista.

De acordo com a denúncia, ele teria solicitado que a adolescente adquirisse o livro e mantinha conversas recorrentes sobre ideologias políticas, o que, na avaliação da família, configuraria influência indevida sobre uma menor no ambiente escolar.

Ainda segundo a denunciante, há relatos informais de que outras estudantes poderiam ter vivenciado situações semelhantes, o que reforçou a decisão da família de levar o caso às autoridades.

Providências adotadas

Após o registro da ocorrência, a adolescente foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame pericial e passou por escuta especializada, conforme previsto em lei para casos envolvendo menores de idade.

O caso também resultou na abertura de processo administrativo por parte do IFRO, que determinou o afastamento cautelar do docente e o impedimento de sua entrada nas dependências da instituição.

Em manifestação enviada à família, a Reitoria declarou:

“Peço desculpas institucionais por sua família estar passando por esse problema. No entanto, tenha certeza de que, nos limites da legalidade, faremos tudo para apurar com imparcialidade o fato e, se for o caso, aplicar as sanções que forem devidas. Reforço que estamos nos esforçando para erradicar qualquer ação que não seja educacional em nossa Instituição. Sua irmã terá todo apoio devido aqui no IFRO e tenha certeza de nossa celeridade e responsabilidade que o caso exige.”

Nota oficial

Em nota, o Instituto Federal de Rondônia informou que tomou conhecimento da denúncia no dia 23 de fevereiro e que, na mesma data, realizou os procedimentos iniciais de escuta da estudante, assegurando acolhimento e os encaminhamentos necessários. A manifestação foi registrada na Ouvidoria e encaminhada à Corregedoria.

Segundo a instituição, foi publicada Portaria determinando o afastamento preventivo do servidor e a proibição de acesso às dependências do campus, com o objetivo de preservar a integridade da estudante, da comunidade escolar e a lisura da apuração.

O caso será analisado pela Comissão Permanente de Processos Administrativos Disciplinares, que tem prazo de até 60 dias para apresentar relatório final, assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

O IFRO afirmou ainda que está prestando suporte à família denunciante e que reforçará ações de prevenção e enfrentamento às violências no ambiente escolar, incluindo campanhas educativas, fortalecimento dos canais de denúncia e ampliação de formações sobre ética e prevenção de violências.

O professor citado não se manifestou publicamente até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento da defesa.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que irá apurar os fatos e eventuais responsabilidades.

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