Porto Velho, RO - O relógio ainda não marcou 5 horas da manhã quando o silêncio de União Bandeirantes, distrito de Porto Velho, é quebrado pelo despertar de quem vive da terra. Para o produtor rural Ivone Fagundes, o dia começa cedo, com o deslocamento da cidade para a lavoura, onde o “serviço é pesado”.
Em uma área de três alqueires, onde foram plantados 30 quilos de semente, a rotina de trabalho manual garante uma produtividade que chega a 180 sacos de milho por safra. Diferente das grandes plantações mecanizadas, a colheita é feita “no braço”, com o auxílio do filho e de vizinhos.
O processo envolve quebrar as espigas, formar montes e ensacar a produção — tudo realizado em um único dia de esforço intenso. Após a colheita, o ciclo recomeça: o solo é preparado com grade e, em cerca de 75 dias, uma nova produção está pronta para ser retirada da roça. O ritmo permite até duas safras anuais, antes da pausa necessária para o descanso da terra durante o verão.
Destino certo e impacto na economia local
A produção já tem mercado garantido e ajuda a movimentar a economia da capital e dos distritos. “Lá em Porto Velho a gente leva na Feira do Produtor e nas feiras livres”, conta o agricultor familiar. Ele também comercializa diretamente com os “pamunheiros” da região, pequenos empreendedores que transformam o milho em pamonhas e bolos, assegurando o retorno financeiro e o sustento da propriedade.
O sucesso da produção familiar está ligado à continuidade de políticas públicas. O programa Transporte da Produção Rural, executado pela Prefeitura de Porto Velho por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), é considerado fundamental para quem produz na Linha Primeiro de Maio e arredores.
Sobre o impacto dessas ações, o prefeito Léo Moraes destaca a importância de fortalecer o homem do campo. “O nosso compromisso é garantir que o produtor rural tenha o suporte necessário para continuar produzindo com dignidade”, afirmou.
Para o agricultor, o apoio da prefeitura e a experiência acumulada ao longo de quase duas décadas no programa permitem planejar o futuro com mais segurança. Mesmo diante dos desafios climáticos e do trabalho braçal, a expectativa é manter a terra fértil e a produção ativa, aproveitando cada janela de plantio para transformar sementes em desenvolvimento para a comunidade.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)