Porto Velho, RO - O Brasil perdeu o direito de indicar candidatos ao considerado “Nobel” da literatura infantojuvenil, o prêmio Hans Christian Andersen Award, após deixar de ter representação ativa na International Board on Books for Young People, entidade internacional responsável pela premiação.
A ausência de uma seção brasileira regularizada junto à IBBY impede o país de participar oficialmente do processo de indicação de autores e ilustradores, o que representa um revés significativo para a literatura infantil e juvenil nacional.
Impacto para a literatura brasileira
O Hans Christian Andersen Award é uma das mais importantes honrarias mundiais no segmento, concedida a cada dois anos a escritores e ilustradores com contribuição duradoura à literatura infantojuvenil.
Sem representação na International Board on Books for Young People, o Brasil fica fora da disputa oficial, reduzindo a visibilidade internacional de seus autores e ilustradores.
Historicamente, o país já teve destaque na premiação, com nomes reconhecidos globalmente e presença ativa nas discussões sobre literatura infantil.
Motivo da perda de representação
A perda do direito está ligada à ausência de uma entidade brasileira regularizada e em dia com as exigências da IBBY, que incluem organização institucional, פעילות contínua e cumprimento de obrigações administrativas.
Sem essa estrutura formal, a entidade internacional não reconhece representantes nacionais, o que automaticamente exclui o país do processo de indicação.
Desafios e possível retomada
Especialistas apontam que a retomada da participação brasileira depende da reestruturação de uma seção nacional vinculada à International Board on Books for Young People.
Caso isso ocorra, o Brasil poderá voltar a indicar candidatos e disputar novamente o Hans Christian Andersen Award, recuperando espaço no cenário global da literatura infantojuvenil.
Fonte: Folha de São Paulo