Ataque a escola no Irã matou mais de 100 crianças
© Anadolu Agency/Reuters/ Proibido reprodução
Porto Velho, RO - A Anistia Internacional pediu hoje (16) a responsabilização dos autores do ataque, atribuído aos Estados Unidos (EUA), a uma escola no Irã, que matou mais de 100 crianças, acusando as forças norte-americanas de violarem o direito humanitário.

Segundo as conclusões de uma investigação feita pela organização internacional de defesa dos direitos humanos, divulgadas nesta segunda-feira, os EUA foram responsáveis pelo ataque a uma escola repleta de crianças que, no total, matou 168 pessoas.
"Os EUA violaram o direito internacional humanitário ao não tomar todas as precauções possíveis para evitar danos a civis", acusou a organização, adiantando que vai pedir uma audiência ao presidente da República, primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros para apresentar as conclusões da investigação e suas recomendações.
Segundo a investigação, o edifício da escola - situada em Minab, na província de Hormozgan, no Irã - "foi diretamente atingida" juntamente com mais 12 estruturas num complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica com armas guiadas.
Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra
"Isso aponta uma falha das forças dos EUA em tomar as precauções possíveis para evitar danos a civis na execução do ataque", diz a Anistia Internacional, em comunicado, defendendo que os responsáveis pelo planeamento e execução do ataque devem ser responsabilizados.
De acordo com a organização, as forças norte-americanas podem ter baseado a sua decisão em informações desatualizadas, já que o edifício, que era atualmente uma escola, tinha feito parte anteriormente do complexo da Guarda Revolucionária.
"Esse ataque angustiante a uma escola, com salas de aula cheias de crianças, é uma ilustração repugnante do preço catastrófico e inteiramente previsível que os civis estão pagando durante esse conflito armado", diz a ONG, ao defender que as escolas sejam locais seguros de aprendizagem.
"Em vez disso, essa escola em Minab tornou-se um local de matança em massa", acusou a organização.
"As autoridades dos EUA podiam, e deviam, saber que se tratava de um edifício escolar. Atacar um objeto civil protegido, como uma escola, é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário", afirmou a diretora sênior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Anistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, citada em comunicado.
Diante disso,, adiantou, as autoridades norte-americanas devem "garantir que a investigação que anunciaram seja imparcial, independente e transparente" e devem tornar públicos os resultados.
"Quando existirem provas suficientes, as autoridades competentes devem processar judicialmente qualquer pessoa suspeita de responsabilidade criminal", defendeu, lembrando que as vítimas e suas famílias têm direito à verdade e à justiça e devem receber uma reparação integral, incluindo restituição, reabilitação e indenização pelos danos causados a civis.
Se os atacantes não identificaram o edifício como uma escola, isso constitui "falha vergonhosa dos serviços de inteligência", apontou Erika Guevara-Rosas.
Mas "se os EUA estavam cientes de que a escola ficava adjacente ao complexo da Guarda Revolucionária e prosseguiram com o ataque sem tomar todas as precauções possíveis, como atacar à noite quando a escola estaria vazia, ou dar um aviso prévio eficaz aos civis suscetíveis de serem afetados", o caso deve ser "investigado como crime de guerra", disse.
Para ela, as autoridades iranianas devem retirar o mais rapidamente possível os civis das proximidades de alvos militares e permitir a entrada de observadores independentes no país.
Além disso, devem também restabelecer o acesso à Internet "para garantir que os 92 milhões de pessoas no Irã tenham acesso a informações que salvam vidas e possam contatar seus familiares e amigos", recomendou.
A Anistia Internacional não é a única organização de defesa dos direitos humanos a acusar os Estados Unidos de grave violação do direito humanitário relativamente a esse caso.
Na sexta-feira (13), a Human Rights Watch responsabilizou os EUA pelo ataque e exigiu que Washington preste contas pela ação militar.
Segundo as autoridades iranianas, a explosão em Minab ocorreu no primeiro dia da ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, e matou mais de 150 pessoas - não tendo até agora sido possível verificar de forma independente o número de mortos e as circunstâncias do incidente.
O presidente norte-americano, Donald Trump, negou qualquer envolvimento dos EUA e atribuiu a culpa ao próprio Irã, antes de recuar parcialmente e afirmar que aceitaria o resultado da investigação.
Porto Velho, RO - A Anistia Internacional pediu hoje (16) a responsabilização dos autores do ataque, atribuído aos Estados Unidos (EUA), a uma escola no Irã, que matou mais de 100 crianças, acusando as forças norte-americanas de violarem o direito humanitário.


Segundo as conclusões de uma investigação feita pela organização internacional de defesa dos direitos humanos, divulgadas nesta segunda-feira, os EUA foram responsáveis pelo ataque a uma escola repleta de crianças que, no total, matou 168 pessoas.
"Os EUA violaram o direito internacional humanitário ao não tomar todas as precauções possíveis para evitar danos a civis", acusou a organização, adiantando que vai pedir uma audiência ao presidente da República, primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros para apresentar as conclusões da investigação e suas recomendações.
Segundo a investigação, o edifício da escola - situada em Minab, na província de Hormozgan, no Irã - "foi diretamente atingida" juntamente com mais 12 estruturas num complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica com armas guiadas.
Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra
"Isso aponta uma falha das forças dos EUA em tomar as precauções possíveis para evitar danos a civis na execução do ataque", diz a Anistia Internacional, em comunicado, defendendo que os responsáveis pelo planeamento e execução do ataque devem ser responsabilizados.
De acordo com a organização, as forças norte-americanas podem ter baseado a sua decisão em informações desatualizadas, já que o edifício, que era atualmente uma escola, tinha feito parte anteriormente do complexo da Guarda Revolucionária.
"Esse ataque angustiante a uma escola, com salas de aula cheias de crianças, é uma ilustração repugnante do preço catastrófico e inteiramente previsível que os civis estão pagando durante esse conflito armado", diz a ONG, ao defender que as escolas sejam locais seguros de aprendizagem.
"Em vez disso, essa escola em Minab tornou-se um local de matança em massa", acusou a organização.
"As autoridades dos EUA podiam, e deviam, saber que se tratava de um edifício escolar. Atacar um objeto civil protegido, como uma escola, é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário", afirmou a diretora sênior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Anistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, citada em comunicado.
Diante disso,, adiantou, as autoridades norte-americanas devem "garantir que a investigação que anunciaram seja imparcial, independente e transparente" e devem tornar públicos os resultados.
"Quando existirem provas suficientes, as autoridades competentes devem processar judicialmente qualquer pessoa suspeita de responsabilidade criminal", defendeu, lembrando que as vítimas e suas famílias têm direito à verdade e à justiça e devem receber uma reparação integral, incluindo restituição, reabilitação e indenização pelos danos causados a civis.
Se os atacantes não identificaram o edifício como uma escola, isso constitui "falha vergonhosa dos serviços de inteligência", apontou Erika Guevara-Rosas.
Mas "se os EUA estavam cientes de que a escola ficava adjacente ao complexo da Guarda Revolucionária e prosseguiram com o ataque sem tomar todas as precauções possíveis, como atacar à noite quando a escola estaria vazia, ou dar um aviso prévio eficaz aos civis suscetíveis de serem afetados", o caso deve ser "investigado como crime de guerra", disse.
Para ela, as autoridades iranianas devem retirar o mais rapidamente possível os civis das proximidades de alvos militares e permitir a entrada de observadores independentes no país.
Além disso, devem também restabelecer o acesso à Internet "para garantir que os 92 milhões de pessoas no Irã tenham acesso a informações que salvam vidas e possam contatar seus familiares e amigos", recomendou.
A Anistia Internacional não é a única organização de defesa dos direitos humanos a acusar os Estados Unidos de grave violação do direito humanitário relativamente a esse caso.
Na sexta-feira (13), a Human Rights Watch responsabilizou os EUA pelo ataque e exigiu que Washington preste contas pela ação militar.
Segundo as autoridades iranianas, a explosão em Minab ocorreu no primeiro dia da ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, e matou mais de 150 pessoas - não tendo até agora sido possível verificar de forma independente o número de mortos e as circunstâncias do incidente.
O presidente norte-americano, Donald Trump, negou qualquer envolvimento dos EUA e atribuiu a culpa ao próprio Irã, antes de recuar parcialmente e afirmar que aceitaria o resultado da investigação.
Fonte: Agência Brasil
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