Rondônia, 24 de maio de 2026
Rondônia tem 2ª tarifa aérea mais cara do país, aponta ANAC

Rondônia tem 2ª tarifa aérea mais cara do país, aponta ANAC

Solução encontrada por outros estados foi a abertura de concorrência e a disponibilidade de mais voos

Porto Velho, RO - Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) colocam Rondônia em posição desconfortável no ranking nacional de tarifas aéreas. O Estado aparece como o segundo com maior preço médio de passagens no país, atrás apenas de Roraima, onde o valor médio supera o praticado em Rondônia em cerca de R$ 130.

A realidade pesa no bolso dos rondonienses, que enfrentam bilhetes cada vez mais caros e oferta limitada de voos. Mesmo com a Vinci Airports — concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira — apontando crescimento superior a 29% no número de passageiros, o custo das passagens não acompanha esse avanço em volume.

Segundo a própria ANAC, o principal fator para as tarifas elevadas é a baixa oferta de voos e a ausência de concorrência efetiva entre companhias aéreas no Estado. Com poucas empresas operando as rotas locais, o mercado funciona praticamente sem disputa, permitindo a manutenção de preços elevados e condições pouco favoráveis ao consumidor.

Nos bastidores do setor, também se aponta a dificuldade de entrada de novas operadoras — inclusive estrangeiras — como um entrave à ampliação da concorrência, especialmente na região amazônica. A concentração do mercado impacta diretamente os passageiros, que acabam dependentes de um número reduzido de companhias.

O resultado é um cenário de demanda crescente, oferta restrita e passagens cada vez mais caras. Para quem depende do transporte aéreo para trabalho, saúde ou conexões nacionais, a sensação é de limitação diante de um sistema que, até o momento, não apresenta sinais concretos de mudança estrutural.


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