O Senado argentino aprovou o tratado por 69 votos favoráveis e 3 contrários. A Argentina integra o Mercosul ao lado de Brasil, Uruguai e Paraguai.
Também nesta quinta-feira, o Parlamento uruguaio confirmou a aprovação do acordo. O texto ainda precisa ser ratificado pelo Paraguai, pelo Senado brasileiro e pelas instâncias competentes da União Europeia.
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo na quarta-feira, mas o tratado ainda depende de votação no Senado para entrar em vigor no país.
Apoios e resistências
O acordo tem forte respaldo de países como Alemanha e Espanha, que veem na parceria uma oportunidade de ampliar mercados e fortalecer relações comerciais entre os blocos.
Por outro lado, enfrenta oposição liderada pela França, onde há preocupação de que o aumento das importações de produtos agrícolas — como carne bovina e açúcar — possa prejudicar produtores locais.
O tratado prevê redução gradual de tarifas e ampliação do acesso a mercados, consolidando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo em termos de população e volume econômico.