Ministério da Saúde cassa médico por ameaçar concorrente do filho em concurso

Ministério da Saúde cassa médico por ameaçar concorrente do filho em concurso

Médico Domingos Quintella de Paola teve aposentadoria cassada após tentar beneficiar o filho em programa de residência do governo federal

Porto Velho, RO - O Ministério da Saúde cassou a aposentadoria do médico Domingos Quintella de Paola, de 71 anos, por improbidade administrativa. O cirurgião plástico enviou mensagem de WhatsApp para um jovem que participava de um programa de residência coordenado pelo governo federal, para tentar fazê-lo desistir da vaga. Domingos queria que a vaga acabasse preenchida pelo próprio filho, que também concorreu no curso.

Escreveu o médico: “Esta é a semana da reclassificação, em três dias, e espero que você esteja bem na Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro] pois, sinceramente, sua vinda para cá significaria o lugar do meu filho e o ambiente não seria bom para você e muito menos para a sua formação”.

O cirurgião também teve a aposentadoria cassada, em um segundo processo, por burlar a fila do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSFE), no Rio de Janeiro, privilegiando determinados pacientes em prejuízo de outros. Essa cassação foi oficializada nesta sexta-feira (13/2) pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.

Denúncia de racismo e homofobia

Além dos processos administrativos, Domingos Quintella de Paola já foi alvo de denúncia por injúria racial e homofobia contra uma jogadora de vôlei de 19 anos. A jovem disse ter sofrido uma série de ataques após começar um relacionamento com Jéssica Andrade, ex-esposa do médico, sendo chamada de termos como “macaca”, “empregadinha” e “sapatão”.

O caso foi registrado em junho de 2022, quando a atleta, identificada como Dara Augusta, formalizou queixa na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância no Rio de Janeiro. Ela apresentou relatos e mensagens em que Domingos teria dirigido ofensas racistas e homofóbicas à atleta.

De acordo com a denúncia, o cirurgião teria utilizado o WhatsApp da ex-esposa para enviar mensagens nas quais se referia à Dara como “macaca”, “preta”, dizia que sua cor “dava nojo” e fazia ameaças de agressão física. Em áudios gravados por Jéssica, ele ainda teria sugerido a possibilidade de mandar a jovem “para a delegacia, encher de porrada, de borracha”.

Na época, Domingos negou as acusações nas redes sociais, afirmando que as mensagens e o episódio eram parte de um “golpe” e que sua intenção seria apenas retomar o contato com a família de Jéssica e tratar questões relacionadas ao divórcio, que estaria em andamento.

Fonte: Metrópoles

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