Mercado reduz previsão da inflação para 2026 e mantém expectativa de queda da Selic

Mercado reduz previsão da inflação para 2026 e mantém expectativa de queda da Selic

Estimativa do Banco Central do Brasil aponta IPCA de 3,95% e indica possível início do ciclo de corte de juros ainda em março.

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Porto Velho, RO - A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2026 foi reduzida de 3,97% para 3,95%, segundo dados do boletim Focus divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil. Esta é a sexta queda consecutiva na estimativa, que permanece dentro da meta estabelecida pelas autoridades econômicas.

A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Para os anos seguintes, o mercado manteve as projeções: 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em janeiro, influenciado principalmente pelo aumento nas tarifas de energia elétrica e combustíveis. Com isso, a inflação acumulada em 2025 fechou em 4,44%, ainda dentro da meta oficial.

Selic deve começar a cair

Atualmente fixada em 15% ao ano, a taxa básica de juros é o principal instrumento do Comitê de Política Monetária para controlar a inflação. Esse é o maior patamar desde julho de 2006.

Apesar de manter os juros inalterados nas últimas cinco reuniões, o comitê sinalizou que poderá iniciar a redução da taxa já em março, caso o cenário inflacionário continue favorável.

A expectativa do mercado é que a Selic caia para:

    * 12,25% ao ano em 2026
    * 10,5% em 2027
    * 10% em 2028
    * 9,5% em 2029


Juros mais altos ajudam a conter a inflação ao reduzir o consumo e encarecer o crédito. Por outro lado, cortes na taxa tendem a estimular a economia.

Crescimento econômico e dólar

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,8%, mesmo percentual esperado para 2027. Para 2028 e 2029, a estimativa é de expansão de 2% ao ano.

Em relação ao câmbio, o mercado prevê que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, valor que também deve se repetir no fim de 2027.

O resultado consolidado do PIB de 2025 será divulgado em 3 de março e deve confirmar mais um ano de crescimento da economia brasileira.

Fonte: Agência Brasil

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