Porto Velho, RO - Startups, universidades, instituições científicas e empresas da indústria têm até o dia 25 de fevereiro para se inscrever na chamada de inovação aberta do FlexLab, plataforma criada pelo grupo Energisa para acelerar soluções voltadas à flexibilidade energética — capacidade de adaptação rápida às variações de oferta e demanda de energia.
A iniciativa tem como objetivo desenvolver tecnologias e modelos inovadores nas áreas de controle, previsão, agregação, resposta da demanda e coordenação inteligente de cargas, geração distribuída e armazenamento de energia. A expectativa é selecionar entre cinco e dez projetos.
Segundo Letícia Dantas, diretora de Inovação da empresa, a proposta é impulsionar a modernização do setor elétrico brasileiro por meio da experimentação prática.
“Com o FlexLab, queremos acelerar produtos tecnológicos, modelos de negócio e regulatórios rumo à modernização do setor elétrico”, afirmou.
Seis áreas prioritárias
Os projetos devem estar alinhados a pelo menos uma das seis frentes definidas pelo programa:
* Gerenciamento inteligente de cargas com redução automática em horários de pico;* Coordenação de recursos energéticos distribuídos;
* Usinas virtuais com integração de geração, armazenamento e consumo flexível;
* Modelos tarifários dinâmicos e incentivos à flexibilidade;
* Sistemas de previsão de geração e demanda;
* Plataformas abertas de dados e APIs para inovação energética.
As soluções poderão resultar em novos produtos, serviços, modelos tarifários ou modelos de negócio, com potencial de aplicação prática e escalabilidade.
Testes em ambiente real
Os projetos selecionados serão desenvolvidos e testados em ambiente real nos laboratórios do FlexLab, localizados em Uberlândia (MG) e Palmas (TO). Os participantes terão acesso à infraestrutura necessária, sem a obrigatoriedade de presença permanente nos locais.
O financiamento poderá incluir recursos próprios da Energisa e verbas de pesquisa e desenvolvimento reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
O processo seletivo inclui análise técnica, apresentação de propostas em formato de pitch e construção conjunta de um plano de trabalho. Os projetos escolhidos serão anunciados em junho de 2026.
Critérios de seleção
Entre os principais critérios avaliados estão:
* Grau de inovação e maturidade tecnológica;* Aplicabilidade no setor elétrico;
* Potencial de impacto econômico, operacional e socioambiental;
* Capacidade técnica da equipe;
* Viabilidade de execução e escalabilidade;
* Sustentabilidade, segurança e conformidade regulatória.
A iniciativa integra o movimento de transformação do setor elétrico brasileiro, que busca uma rede mais digital, descentralizada e eficiente para atender às novas demandas energéticas do país.