Denúncia de jornalista aponta escolas particulares sem autorização de funcionamento em Rondônia

Denúncia de jornalista aponta escolas particulares sem autorização de funcionamento em Rondônia

Apuração questiona situação legal do Colégio Cristão, em Ariquemes e Porto Velho, e da Escola Bilíngue Legacy; CEE/RO diz que caso está sob análise

Porto Velho, RO - Uma denúncia apresentada pelo jornalista Ivan Frazão, do portal Rondoniaovivo, levantou suspeitas de que escolas particulares estariam funcionando sem autorização legal em Rondônia. O caso envolve unidades do Colégio Cristão, nos municípios de Ariquemes e Porto Velho, além da Escola Bilíngue Legacy, também na capital.

Investigação começou após alerta de servidor público

Segundo o jornalista, a apuração teve início após ele receber informações de um funcionário público indicando que as instituições estariam realizando matrículas mesmo sem a devida autorização do Conselho Estadual de Educação de Rondônia (CEE/RO), órgão responsável por regulamentar e fiscalizar o funcionamento das escolas no estado.

Diante da gravidade do fato, Ivan Frazão encaminhou questionamentos formais ao CEE/RO, perguntando:

   Se as escolas citadas possuem autorização para funcionamento;
    * Quais punições podem ser aplicadas a instituições que operam irregularmente;
    * Como ficam os pais e alunos que já realizaram matrículas nessas unidades.


De acordo com o jornalista, o contato foi feito a pedido do próprio presidente do conselho, Horácio, o que reforça a seriedade do caso.

Resposta do Conselho foi genérica

Em nota enviada ao portal, o CEE/RO informou apenas que a denúncia foi “recebida e encaminhada para providências”. A mensagem foi assinada por Jacinete Alves, assessora do órgão.

Até o momento, o conselho não esclareceu publicamente se as escolas possuem autorização, nem detalhou quais medidas estão sendo adotadas.

O que a legislação prevê

Pelas normas educacionais vigentes em Rondônia, nenhuma instituição de ensino pode funcionar sem autorização formal do CEE/RO. Escolas que atuam irregularmente podem sofrer sanções como:

    Interdição das atividades;
    * Aplicação de multas administrativas;
    * Anulação de documentos escolares, como históricos e certificados.


Especialistas alertam que a maior preocupação recai sobre os estudantes, que podem ter prejuízos acadêmicos caso a irregularidade seja confirmada.

Alerta às famílias

O caso reforça a necessidade de pais e responsáveis verificarem, antes da matrícula, se a escola possui autorização oficial do Conselho Estadual de Educação. A consulta pode evitar problemas futuros, como dificuldade na transferência de alunos ou questionamento sobre a validade de documentos escolares.

A reportagem acompanha o caso e aguarda novos posicionamentos do CEE/RO.

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