Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

Líder cubano disse que EUA não têm "moral para apontar o dedo"

© REUTERS

Porto Velho, RO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações duras neste domingo (11), afirmando que Cuba deixará de receber petróleo e dinheiro da Venezuela, que era historicamente seu principal fornecedor de energia. Trump publicou a mensagem em sua rede social, Truth Social, e disse que o fluxo de recursos está encerrado após a recente operação militar norte-americana que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.

Trump acusou Cuba de ter recebido esses recursos em troca de “serviços de segurança” prestados ao governo venezuelano e sugeriu que o país deve negociar um acordo com os EUA “antes que seja tarde demais”, sem detalhar os termos ou as possíveis consequências caso isso não ocorra.

Reação de Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu de forma contundente às declarações. Nas redes sociais, ele afirmou que Cuba é uma nação livre, independente e soberana e que ninguém tem o direito de ditar o que o país deve fazer. Segundo Díaz-Canel, Cuba é historicamente alvo de políticas agressivas dos EUA há mais de seis décadas, mas não ameaça outras nações — apenas se prepara para defender a pátria até a última gota de sangue.

O governo cubano também negou que o país receba compensação por qualquer tipo de “serviços de segurança” e afirmou que tem direito de importar combustível de qualquer fornecedor disposto a vender, ressaltando sua soberania nas relações comerciais.

Contexto regional

As declarações de Trump ocorrem em meio a uma escalada de tensão na América Latina, após uma operação militar dos EUA em território venezuelano que resultou na captura de Maduro e na interrupção do envio de petróleo para Cuba — um elemento vital para a economia insular, que já enfrenta escassez de energia, alimentos e medicamentos.

A situação tem aumentado preocupações sobre estabilidade regional e reforçado debates sobre soberania, política externa e impactos econômicos tanto para Cuba quanto para países vizinhos.

Fonte: Agência Brasil

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