Porto Velho, RO - A sinalização de uma possível ida do governador Marcos Rocha para o PSD, partido ligado ao grupo político de Expedito Júnior, provocou forte reação nas redes sociais e acendeu um alerta no cenário político de Rondônia. O movimento, anunciado na última sexta-feira, gerou uma onda de críticas, especialmente entre eleitores do campo conservador, maioria histórica no estado.
Comentários de reprovação dominaram publicações no Facebook e no Instagram, com mensagens que apontavam preocupação com um eventual alinhamento do governador a partidos associados à base do governo federal. Expressões como “Esquerda não ganha em Rondônia”, “PT jamais” e “Deu tiro no pé” se repetiram em centenas de comentários, muitos deles com alto engajamento.
Pressão popular e desgaste político
As manifestações virtuais evidenciaram um cenário de rejeição significativa, com eleitores alertando para riscos políticos da mudança de partido. Entre os principais pontos levantados estiveram:
* receio de fortalecimento da esquerda no estado;* rejeição a qualquer aproximação com o PT;
* críticas à mudança de rumo político do governador;
* alertas sobre possível perda de apoio da base conservadora.
Para parte do eleitorado, a movimentação poderia comprometer a imagem construída por Marcos Rocha ao longo do mandato, especialmente junto à direita rondoniense.
Recuo estratégico
Diante da repercussão negativa, o governador decidiu recuar. Segundo informações apuradas nos bastidores, Marcos Rocha recusou assumir a presidência do PSD em Rondônia, decisão interpretada como uma tentativa de conter o desgaste político e evitar um rompimento com sua base eleitoral.
O gesto foi visto como cauteloso e sinaliza que a reação popular teve peso direto na mudança de postura, com reflexos imediatos na estratégia política visando 2026.
Clima de polarização
Mesmo com o recuo, o episódio deixou claro que o ambiente político em Rondônia está cada vez mais polarizado. A movimentação envolvendo o PSD, Expedito Júnior e o próprio governador abriu um novo capítulo na disputa pelo comando do estado, com impactos que tendem a se estender pelos próximos meses.
Analistas avaliam que a pressão das redes sociais foi decisiva, reforçando que a opinião pública digital deve ter influência crescente nas decisões políticas no próximo ciclo eleitoral.
Expedito Neto no PT acende novo alerta
Outro fator que ampliou a tensão foi a decisão de Expedito Neto, filho de Expedito Júnior, de deixar o PSD e se filiar ao PT. A mudança foi interpretada por eleitores e analistas como um divisor de águas no tabuleiro político estadual.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que esse rearranjo pode fragmentar o campo da direita no primeiro turno e, no segundo turno, favorecer a esquerda de forma indireta. O raciocínio é simples: com a direita dividida e o PT concentrando cerca de 30% do eleitorado no estado, o apoio petista poderia se tornar decisivo em uma disputa apertada.
Nas redes sociais, esse temor aparece com frequência em comentários que falam em “entregar o estado para a esquerda”, “erro estratégico” e “jogo político que pode custar caro a Rondônia”.
Eleitor atento
A soma dos movimentos — a possível ida de Marcos Rocha ao PSD, o recuo na presidência da sigla e a filiação de Expedito Neto ao PT — alimenta a percepção de que um jogo político complexo está em curso, com potencial para redefinir o equilíbrio de forças no estado em 2026.
O episódio reforça uma mensagem clara: o eleitor rondoniense está atento, vigilante e disposto a reagir, e sua manifestação, especialmente nas redes sociais, já mostra capacidade de influenciar decisões no topo da política estadual.