Rondônia, 24 de maio de 2026
Polícia Federal deflagra 2ª fase da Operação Máscara de Janos em Rondônia

Polícia Federal deflagra 2ª fase da Operação Máscara de Janos em Rondônia

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas investigadas, expedidos pela 2ª Vara de Garantias do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia

Porto Velho, RO - A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Máscara de Janos, com o objetivo de aprofundar as investigações e desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar em fraudes a procedimentos licitatórios, superfaturamento de contratos administrativos e violação de sigilo funcional, no âmbito do Estado de Rondônia e do município de Porto Velho.

A investigação teve início a partir de uma atuação conjunta entre a Polícia Federal e o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), no contexto de ações de fiscalização e controle externo. Nesse trabalho, foram identificados indícios de irregularidades em processos licitatórios e contratos administrativos firmados pelo poder público.

De acordo com as apurações, empresas formalmente distintas, mas pertencentes a um mesmo núcleo econômico, teriam atuado de forma coordenada em certames licitatórios, com o objetivo de simular concorrência, direcionar resultados e garantir a contratação pelo poder público.

Com o avanço das investigações, esta nova fase da operação passou a focar na possível participação de servidores públicos e de um advogado no esquema. Os elementos colhidos até o momento indicam a existência de conluio entre empresários, profissional da advocacia e agentes públicos, inclusive lotados em órgãos responsáveis pela fiscalização e controle de contratos administrativos.

As investigações também apontam que o grupo teria tido acesso indevido a informações sigilosas e privilegiadas dentro de órgãos com poder decisório, incluindo minutas de pareceres técnicos e decisões administrativas antes mesmo de suas assinaturas ou publicações oficiais.

Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados configuram, em tese, grave afronta aos deveres funcionais e aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade que regem a administração pública.

A Operação Máscara de Janos segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas.

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