Marcos Rocha diz que não deixará governo para quem não confia e sinaliza distanciamento de candidatura ao Senado

Marcos Rocha diz que não deixará governo para quem não confia e sinaliza distanciamento de candidatura ao Senado


Em entrevista à SIC TV, governador afirma não confiar no vice Sérgio Gonçalves e diz que decisão sobre 2026 depende “da vontade de Deus”

Porto Velho, RO - Durante entrevista ao programa SIC TV, exibido nesta segunda-feira (12), o governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), afirmou que não pretende transferir o comando do Estado, em abril, para alguém em quem não confia — em referência direta ao vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil).

A declaração foi feita após questionamento do apresentador Everton Leoni sobre uma eventual candidatura de Rocha ao Senado nas eleições de 2026. Embora não tenha descartado de forma definitiva a disputa, o governador afirmou que, no momento, não pretende concorrer a um cargo eletivo.

Segundo Marcos Rocha, a principal razão para a decisão está relacionada à necessidade de transmitir a administração estadual ao vice-governador, possibilidade que disse não considerar viável diante do atual contexto político.

“Pode ser que eu volte atrás? Se for da vontade de Deus, sim”, declarou. No entanto, acrescentou que, nas circunstâncias atuais, não seguiria com um projeto eleitoral que implicasse a passagem do cargo a alguém que, segundo suas palavras, o teria traído politicamente.

As declarações tiveram repercussão imediata no cenário político de Rondônia, em meio às articulações e definições de pré-candidaturas para o pleito de 2026. A fala do governador explicita o rompimento político com Sérgio Gonçalves, que tem manifestado publicamente a intenção de disputar o Governo do Estado.

Marcos Rocha afirmou ainda que houve tentativas de diálogo por parte do vice, mas que considera a relação política encerrada. “Eu estou sendo sincero aqui. É aquilo que está no meu coração e o que eu penso que devo falar”, disse.

A posição do governador, ao menos por ora, redefine seu papel no tabuleiro eleitoral de 2026 e amplia o debate sobre a sucessão estadual, em um cenário marcado por disputas internas e pela reorganização de alianças no grupo político que atualmente comanda o Executivo rondoniense.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem