Justiça de SC suspende lei que proibiu cotas raciais nas universidades

Justiça de SC suspende lei que proibiu cotas raciais nas universidades

Pedido de suspensão feito pelo diretório estadual do PSOL

© Sam Balye/Unsplash

Porto Velho, RO - A Justiça de Santa Catarina decidiu, nesta terça-feira (27), suspender a eficácia da lei estadual que proibia a reserva de cotas raciais para o ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.

A decisão atinge a Lei nº 19.722/2026, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Mello. A norma autorizava a reserva de vagas apenas para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente socioeconômicos, vedando as cotas raciais.

A suspensão foi determinada pela desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, que atendeu a um pedido apresentado pelo diretório estadual do PSOL.

Na decisão, a magistrada destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a constitucionalidade das políticas de ações afirmativas baseadas em critérios raciais no ensino superior. Segundo ela, a proibição imposta pela lei estadual contraria entendimento consolidado da Corte.

“A proibição legislativa genérica e desvinculada de avaliação concreta de necessidade ou adequação revela-se, ao menos em juízo de cognição sumária, dissonante da interpretação constitucional já consolidada”, afirmou a desembargadora.

Além da decisão no âmbito estadual, a norma também é alvo de questionamentos no STF. Na segunda-feira (26), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades protocolaram ações diretas de inconstitucionalidade contra a lei.

Ainda nesta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes, relator dos processos, concedeu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina se manifeste sobre a validade da legislação.

Fonte: Agência Brasil

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