Rondônia, 31 de março de 2026
Foguete que levava satélites brasileiros some após lançamento na Índia

Foguete que levava satélites brasileiros some após lançamento na Índia

Universidade Federal do Maranhão desenvolveu um dos satélites

© Agência Espacial Brasileira/Divulgação

Porto Velho, RO - O lançamento do foguete indiano PSLV-C62, realizado na madrugada desta segunda-feira (12), apresentou uma falha técnica e resultou na perda do veículo e da carga transportada, que incluía 15 equipamentos, entre eles o satélite indiano de observação da Terra EOS-N1 e cinco nanossatélites brasileiros.

De acordo com a Agência Espacial Indiana (Isro), o lançamento ocorreu às 10h17 no horário local da Índia (1h48 no horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, localizado na ilha de Sriharikota. Pouco mais de seis minutos após a decolagem, foi identificada uma anomalia no terceiro dos quatro estágios do foguete, o que provocou alteração na trajetória e levou à perda da missão.

“A missão PSLV-C62 detectou uma anomalia no final do estágio PS3. Uma análise detalhada foi iniciada”, informou a Isro por meio de rede social.

Até o momento, a agência indiana não divulgou informações sobre o local onde o foguete pode ter caído. Este foi o 64º voo do lançador PSLV, considerado um dos mais confiáveis do programa espacial da Índia.

Satélites brasileiros a bordo

Entre os equipamentos embarcados estava o nanossatélite Aldebaran-I, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio institucional e financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB). O projeto teve início há cerca de cinco anos e tinha como objetivo validar novas tecnologias espaciais nacionais.

O nome Aldebaran-I faz referência à estrela mais brilhante da constelação de Touro, de origem árabe, cujo significado é “seguidor”. Tecnicamente, trata-se de um cubesat padrão 1U, com formato cúbico e 10 centímetros de lado.

O satélite auxiliaria na localização de queimadas e no apoio a operações de busca e resgate de pequenas embarcações pesqueiras em dificuldades no mar, especialmente ao longo da costa brasileira. O equipamento era considerado uma prova de conceito, ou seja, um protótipo destinado à validação de uma nova tecnologia espacial.

Além do Aldebaran-I, também estavam a bordo outros quatro nanossatélites brasileiros: Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat.

Programa nacional

Os satélites integram o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022–2031, coordenado pela Agência Espacial Brasileira, que incentiva o desenvolvimento de nanossatélites acadêmicos, de baixo custo e com alta relevância social, fortalecendo a capacitação científica e tecnológica do país no setor espacial.

A AEB ainda não se manifestou oficialmente sobre os impactos da falha na missão para os projetos brasileiros.

Fonte: Agência Brasil

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