Porto Velho, RO - Seguindo um propósito de modernização urbana, respeito à paisagem, segurança e qualidade de vida, a Prefeitura de Porto Velho iniciou os estudos para pôr fim às fiações aéreas instaladas em postes pelas ruas da cidade.
A iniciativa, intermediada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), integra o Programa Municipal de Conversão Gradual de Redes Aéreas em Subterrâneas, que já conta com uma minuta finalizada no início de janeiro de 2026, após levantamentos técnicos internos e ciclos de debates.
O projeto, que em breve será apresentado pelo Poder Executivo à Câmara Municipal, recebeu o nome de Pró-Enterra PVH e contempla as ações necessárias para a substituição das redes aéreas de energia elétrica e telecomunicações por sistemas subterrâneos.
Política ambiental e urbanística
Mais do que uma medida estética, o Pró-Enterra PVH vem sendo tratado como um instrumento estratégico de política ambiental e urbanística. Entre os objetivos estão a ampliação da arborização urbana, a redução de impactos ambientais e o enfrentamento dos efeitos climáticos associados ao aquecimento global.
“Essa é uma medida que coloca o município de Porto Velho no mesmo nível de grandes cidades ao redor do mundo, garantindo um ambiente urbano mais limpo e saudável para a população, além de reduzir a degradação da paisagem”, afirmou o prefeito Léo Moraes.
Custos com as concessionárias
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Vinícius Miguel, a minuta do projeto estabelece que a responsabilidade pelo custeio das obras será das concessionárias e operadoras de serviços, o que deve gerar economia significativa aos cofres públicos.
“As concessionárias irão arcar com o serviço. Essa proposta transforma o cuidado com a paisagem, com as árvores e com o espaço público em política concreta, reafirmando o compromisso do Município com uma cidade mais segura, sustentável e justa para todas as pessoas”, destacou.
Execução em etapas
O prazo previsto para a execução da primeira fase do programa é de cinco anos, dividida em três etapas. A projeção do Executivo municipal é que, em um período de até 20 anos, não exista mais qualquer tipo de fiação aérea no perímetro urbano da capital rondoniense.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)