Porto Velho, RO - Um empresário do ramo automotivo de Rolim de Moura (RO) está no centro de um escândalo financeiro de grandes proporções, após ser acusado de aplicar um golpe milionário contra dezenas de clientes. Proprietário da empresa conhecida como Garagem R. V., o suspeito teria deixado a cidade e, conforme informações preliminares, fugido do país com destino aos Estados Unidos.
Segundo relatos das vítimas, o esquema envolvia o uso indevido de documentos pessoais fornecidos durante negociações para compra de veículos. De posse desses dados, o empresário teria realizado financiamentos bancários, empréstimos e aquisições de automóveis em nome dos clientes, sem qualquer autorização.
Somente na manhã da última sexta-feira, mais de 22 boletins de ocorrência foram registrados na Delegacia de Polícia Civil de Rolim de Moura. Todos apontam o mesmo padrão de fraude. As vítimas afirmam que descobriram o golpe ao serem surpreendidas por cobranças bancárias e dívidas elevadas associadas aos seus CPFs.
Golpes também atingiram o setor imobiliário
As denúncias não se limitam ao setor automotivo. O empresário também é acusado de irregularidades no mercado imobiliário. Conforme os relatos, ele teria vendido o mesmo terreno para duas pessoas diferentes e, em outro caso, utilizado um imóvel já negociado como garantia em operações de crédito junto a instituições financeiras.
Um dos episódios mais graves envolve um morador do município de Santa Luzia D’Oeste, que teria descoberto estar vinculado a dívidas consideradas milionárias após ter seus dados usados de forma fraudulenta.
Polícia investiga estelionato em série
Com o desaparecimento do suspeito, a Polícia Civil passou a tratar o caso como estelionato em série, além de apurar possível crime contra o sistema financeiro nacional. As investigações buscam localizar o paradeiro do empresário, identificar possíveis cúmplices e dimensionar o prejuízo total causado às vítimas.
A polícia orienta que todos os lesados procurem imediatamente as instituições financeiras envolvidas para contestar os financiamentos e adotem medidas judiciais com o objetivo de bloquear novas movimentações fraudulentas.
O caso segue sob investigação e pode ter desdobramentos nas esferas estadual e federal.