Porto Velho, RO - A morte de um jovem em um acidente de trânsito e o abandono do corpo por mais de sete horas nas ruas de Porto Velho escancararam o retrato mais cruel do descaso do governo Marcos Rocha com a população de Rondônia. O caso, que já repercute em todo o estado, tornou-se símbolo da falência do sistema público e da indiferença oficial diante da vida humana.
O acidente ocorreu durante a tarde. O recolhimento do corpo, porém, só aconteceu por volta das 22h. Foram mais de sete horas de espera. Sete horas de dor para a família, de revolta para quem passava pelo local e de vergonha para uma capital com cerca de 450 mil habitantes que conta com apenas um rabecão para atender toda a cidade.
Sim, um único veículo do Instituto Médico Legal (IML).
Um estado que arrecadou mais de R$ 16 bilhões em 2025 não consegue garantir o mínimo de dignidade nem no momento da morte.
Moradores relataram indignação ao ver o corpo exposto por tanto tempo, em plena via pública.
“Isso é desumano. Ninguém merece isso. Nem o jovem que morreu, nem a família dele”, disse uma testemunha.
A indignação tomou conta das ruas e das redes
A tragédia rapidamente virou símbolo do abandono. Nas redes sociais, a revolta foi generalizada.
“É essa a face do governo Marcos Rocha: abandono, descaso e incompetência”, escreveu um internauta.
Outro questionou: “Com tanto dinheiro arrecadado, como é possível Porto Velho ter só um rabecão?”
Alguns tentam minimizar a situação apontando suposta imprudência da vítima. Mas nada — absolutamente nada — justifica o tratamento desumano dado ao corpo. Erro no trânsito não retira dignidade. A vida foi perdida, e isso já é doloroso demais.
Não é política. É humanidade.
O episódio expõe um problema muito maior do que um acidente isolado: a falta de estrutura, a ausência de investimentos básicos e o desprezo histórico pela população. Não se trata de disputa política ou ideológica. Trata-se de humanidade, respeito e responsabilidade do Estado.
Esse caso não pode ser esquecido. Não pode virar apenas mais um número nas estatísticas da incompetência. A morte desse jovem se tornou o espelho do abandono em que vive Rondônia.
Enquanto o governo se cala, a população cobra respostas:
* Quem é o responsável?
* Onde foi parar o dinheiro?
* Quantas tragédias ainda serão necessárias para que algo mude?
Rondônia chora.
Porto Velho se envergonha.
E o governo Marcos Rocha precisa explicar por que, em 2026, uma capital inteira depende de um único rabecão para lidar com a morte.