CPPD e Carreira Docente: Daniel Pereira detalha avanços e desafios no Café Sindical

CPPD e Carreira Docente: Daniel Pereira detalha avanços e desafios no Café Sindical

CPPD é apresentada como peça-chave na valorização da carreira docente durante o Café Sindical

Porto Velho, RO - Na edição da última sexta-feira (16) do programa Café Sindical, apresentado pelo professor Mário Jorge, o presidente da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), Daniel Pereira, detalhou os bastidores e a importância estratégica do órgão para a vida funcional dos professores. Longe de atuar apenas como um setor burocrático, a CPPD foi apresentada como um dos principais pilares da política de pessoal docente.

O programa contou ainda com a participação do presidente Almir José, da secretária de administração Flávia Hiromi e da filiada Carminda, que contribuíram com diferentes perspectivas sobre os desafios e avanços da carreira docente.

Representatividade e justiça nos processos

Durante a entrevista, Daniel Pereira destacou que a força da CPPD está na sua composição representativa, formada por membros eleitos pela própria categoria. Segundo ele, essa característica permite à comissão compreender as demandas reais dos docentes em todas as fases da carreira.

O principal foco do trabalho, explicou, é assegurar que progressões funcionais, promoções e pedidos de aceleração de carreira — especialmente após a obtenção de títulos de mestre ou doutor — ocorram com justiça, transparência e celeridade.

Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)

Outro ponto central da entrevista foi o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), definido por Daniel como um direito fundamental dos docentes. O RSC possibilita que o professor alcance níveis salariais equivalentes à Especialização, Mestrado ou Doutorado, com base na experiência profissional e acadêmica acumulada, e não apenas em títulos formais.

A CPPD, segundo ele, atua na organização e mediação das bancas avaliadoras, em um processo que exige análise criteriosa da trajetória do docente, considerando atividades como projetos de extensão, inovação, pesquisa e experiência técnica.

Impactos da pandemia

Daniel Pereira ressaltou ainda que a pandemia da Covid-19 trouxe desafios inéditos, afetando prazos, produção acadêmica e condições de trabalho dos docentes. Diante desse cenário, a CPPD precisou adotar uma postura mais sensível e adaptada à realidade do ensino remoto.

Ele defendeu que, embora o rigor acadêmico seja indispensável, a burocracia não pode se transformar em um obstáculo ao reconhecimento do mérito nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Diálogo com o sindicato

Ao final do programa, o presidente Almir José reforçou a importância do diálogo permanente entre a CPPD e as entidades sindicais. Para ele, o trabalho da comissão deve caminhar junto à defesa dos direitos dos docentes, garantindo que as normativas internas funcionem como instrumentos de valorização, e não de punição.

Próxima edição

Devido à complexidade dos temas abordados e ao grande interesse do público, o professor Mário Jorge já confirmou o retorno de Daniel Pereira ao Café Sindical na próxima sexta-feira. O novo encontro será dedicado ao esclarecimento de dúvidas ainda recorrentes, com foco especial nos critérios de progressão funcional e nos processos de avaliação, assegurando que nenhuma questão fique sem resposta.

Fonte: Sindsef/RO

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