Cheia dos rios bolivianos acende alerta para populações ribeirinhas de Rondônia e do Acre

Cheia dos rios bolivianos acende alerta para populações ribeirinhas de Rondônia e do Acre

Nível dos rios sobe rapidamente e gera preocupação em populações ribeirinhas e nas capitais Porto Velho e Rio Branco

Porto Velho, RO - A virada do ano trouxe um sinal de alerta para as populações ribeirinhas de Rondônia e do Acre, incluindo as capitais Porto Velho e Rio Branco. Rios bolivianos que alimentam as bacias do Rio Acre e do Rio Madeira apresentam elevação acelerada, e o grande volume de água já começa a impactar o território brasileiro.

No Acre, a situação é considerada preocupante, especialmente em Rio Branco. No último domingo, o Rio Acre ultrapassou a cota de saturação. Na noite de sexta-feira, o nível estava em torno de 11,5 metros, mas ao entardecer de sábado já havia alcançado 14,17 metros, um aumento de quase três metros em menos de 24 horas, o que evidencia a rapidez da cheia.

Em Rondônia, o Rio Madeira também apresenta elevação ao longo de todo o trecho que corta o estado. Usuários da BR-364, no trecho entre Porto Velho e a entrada do Acre, relataram às autoridades que há pontos onde o rio já ameaça sair do leito. Na capital rondoniense, o nível do Madeira segue em alta, embora de forma menos acelerada do que a observada no Rio Acre.

Apesar de ainda não haver transbordamento em Porto Velho, a preocupação é crescente, especialmente porque o período chuvoso começou mais cedo neste ano. As previsões indicam que as chuvas devem se estender até abril, mantendo o cenário de atenção por aproximadamente quatro meses.

Histórico de cheias

Em abril de 2025, o Rio Madeira atingiu sua maior cota daquele ano, chegando a 16,25 metros no dia 4, sem ultrapassar esse nível. Já na cheia histórica de 2014, considerada a maior das últimas décadas em Porto Velho, o rio alcançou quase 20 metros, provocando alagamentos em áreas ribeirinhas e em diversos bairros da capital.

As chuvas intensas e tempestades registradas na Bolívia, especialmente nas regiões das cabeceiras do Rio Madeira, aumentam o temor de uma nova cheia expressiva. Autoridades e moradores seguem monitorando a situação com cautela, na expectativa de que a elevação das águas resulte apenas em um susto e não em novos transtornos de grandes proporções.

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