Acordo Mercosul–União Europeia pode elevar exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima ApexBrasil

Acordo Mercosul–União Europeia pode elevar exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima ApexBrasil

Volume de vendas pode alcançar os US$ 7 bilhões

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Porto Velho, RO - Aprovado nesta sexta-feira (9), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Negociado ao longo de mais de 25 anos, o pacto é considerado o maior acordo econômico já firmado entre os dois blocos.

De acordo com a ApexBrasil, a indústria brasileira deve ser uma das primeiras a sentir os efeitos positivos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os setores mais beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, que contarão com redução imediata de tarifas.

Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química, ampliando o acesso ao mercado europeu.

Diversificação da pauta exportadora

A ApexBrasil avalia ainda que o acordo tende a diversificar a pauta de exportações do Brasil. Atualmente, mais de um terço das vendas brasileiras para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, participação que deve crescer com a redução das barreiras comerciais.

No caso das commodities, o impacto será mais gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que deverão ser zeradas em um prazo de até dez anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e visam proteger, principalmente, os produtores rurais europeus.

Multilateralismo

Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o acordo representa uma vitória do multilateralismo em um contexto global marcado por disputas comerciais e pelo enfraquecimento de instituições internacionais.

“Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destacou.

Segundo Viana, o mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões.

“Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, completou.


Fonte: Agência Brasil

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