Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e amplia margem do crédito consignado

Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e amplia margem do crédito consignado

Com reajuste do salário mínimo, beneficiários do INSS terão até R$ 569 por mês para consignado; pesquisa indica foco em reorganizar dívidas

Média salarial do trabalhador da construção caiu de 2,7 salários mínimos em 2014 para 2,1 salários mínimos em 2023 - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Salário mínimo

Porto Velho, RO - O salário mínimo terá reajuste a partir de 1º de janeiro de 2026, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621. A mudança já começa a impactar o planejamento financeiro de milhões de brasileiros, especialmente aposentados, pensionistas e trabalhadores formais que utilizam o crédito consignado como alternativa de financiamento.

Como as parcelas do consignado são descontadas diretamente do salário ou do benefício, o aumento do piso nacional eleva automaticamente o limite disponível para contratação. No caso dos beneficiários do INSS, a legislação permite o comprometimento de até 35% da renda mensal com esse tipo de crédito.

Margem consignável aumenta

Com o novo valor do salário mínimo, a margem consignável para quem recebe um piso nacional passa a ser de R$ 569,45 por mês, o que representa um acréscimo de R$ 38,15 em relação ao limite atual. A ampliação abre espaço para renegociação de contratos ou contratação de novos empréstimos com parcelas maiores.

A mesma regra se aplica aos trabalhadores com carteira assinada que utilizam o Crédito do Trabalhador, modalidade em que o desconto das parcelas também ocorre diretamente na folha de pagamento, conforme os convênios firmados pelas empresas.

Uso do consignado para quitar dívidas

A ampliação da margem ocorre em um cenário de alto endividamento. Pesquisa realizada pela meutudo com 4.532 aposentados e pensionistas revela que 54% dos entrevistados pretendem utilizar o valor adicional para quitar dívidas existentes.

O levantamento mostra ainda que 41% afirmam que devem utilizar todo o limite disponível com o novo salário mínimo, enquanto 64% esperam algum alívio financeiro ao longo de 2026 com o aumento da margem consignável.

Reajuste traz fôlego ao orçamento

Para a meutudo, o reajuste do piso salarial tende a oferecer um respiro financeiro a quem convive com orçamento apertado. Segundo Marcio Feitoza, CEO da fintech, mesmo um aumento considerado moderado já produz efeitos práticos.

“A nova margem chega em um momento em que muitos beneficiários estão endividados. Um aumento aparentemente pequeno pode ajudar na reorganização das contas e trazer mais fôlego para começar 2026”, afirma.

O reajuste do salário mínimo, ao ampliar o acesso ao crédito consignado, reforça o papel dessa modalidade como ferramenta de reorganização financeira, influenciando decisões de renegociação e pagamento de dívidas ao longo do próximo ano.

Fonte: Carta Capital

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