Pavilhão do Mel atrai visitantes e destaca expansão da apicultura em Porto Velho durante a Agrotec 2025

Pavilhão do Mel atrai visitantes e destaca expansão da apicultura em Porto Velho durante a Agrotec 2025

Produtores expõem mel, hidromel, derivados e espécies sem ferrão com apoio da Semagric

O espaço apresenta produtos, demonstrações e a cadeia produtiva do mel em Porto Velho.

Porto Velho, RO - O Pavilhão do Mel é um dos espaços mais visitados da Agrotec 2025, que segue até este domingo (30) no complexo turístico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O ambiente reúne produtos, demonstrações e experiências imersivas, apresentando ao público a cadeia produtiva do mel em Porto Velho e o trabalho de incentivo realizado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric) junto aos apicultores da capital e dos distritos.

No Espaço Sabores da Colmeia – da Floresta à Mesa, os visitantes encontram uma variedade de produtos, bancadas de degustação, demonstrações ao vivo e uma área dedicada às abelhas sem ferrão, permitindo observar o comportamento das espécies nativas. Chamam a atenção também os favoseiros — estruturas naturais onde as abelhas produzem mel e armazenam pólen.

Entre o público, a curiosidade marcou presença. A radialista Diná Carvalho, de Minas Gerais, destacou a experiência.

“Achei tudo muito importante. Ver o trabalho das abelhas, provar os sabores. Amei a geleia de mel com pimenta que a produtora inventou. Convido todo mundo a vir”, afirmou.

O gerente de assistência técnica da Semagric, Roseval Guzo, explica que o pavilhão reúne cinco produtores diretamente apoiados pela prefeitura, que recebem acompanhamento técnico, capacitações e equipamentos.

“Aqui temos produtores que contam com assistência, transporte da produção e fornecimento de equipamentos. Hoje eles apresentam seus produtos, temos degustação, sommelier de mel, derivados e hidromel, tudo produzido no município de Porto Velho e no distrito de Nova Califórnia.”

Segundo ele, o incentivo técnico transformou o cenário da apicultura local.

“Porto Velho passou de oito apicultores para 108. A produção, que era de oito toneladas, hoje supera 30 toneladas por ano.”

No pavilhão, o público acompanha também a abertura de colmeias de abelhas sem ferrão, observando como coletam néctar e retornam às caixas. “Elas não têm ferrão e não são agressivas. Quem quiser visitar pode conhecer. Abrimos a colmeia e mostramos tudo com segurança”, completou Guzo.


O mel que transforma lavouras

Levi explica que começou na apicultura para recuperar a lavoura de melancia, antes sem abelhas na área.

Entre os produtores apoiados pela prefeitura está Levi Moraes, do Ramal do Brito, km 76, que começou na apicultura por necessidade e hoje projeta atingir duas toneladas de mel por ano até 2026.

Ele conta que tudo começou para salvar a lavoura de melancia.

“No começo, quase não tinha abelha na área. A melancia ficava torta, sem doce. Eu até comprei incenso achando que podia atrair abelha”, relembra. Com a orientação técnica da Semagric, decidiu instalar uma caixa de abelha no meio da roça — e o resultado foi imediato.
“A melancia ficou melhor, mais doce, mais uniforme. Aí percebi que eu precisava criar abelhas de verdade.”

Da primeira caixa, Levi evoluiu para 40 colmeias.

“A abelha é uma renda que vem sem muito gasto. Uma colmeia pode produzir até 40 quilos de mel por ano. É lucrativo e não toma todo o tempo da gente”, explica.


A Agrotec 2025 é promovida pela Prefeitura de Porto Velho, com apoio da Semagric, Semtel, Funcultural, ADPVH, SMCL e Sebrae, reforçando o fortalecimento do setor agroindustrial da capital.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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