Ministério da Agricultura determina recolhimento de 23 lotes de café torrado por ‘impurezas’

Ministério da Agricultura determina recolhimento de 23 lotes de café torrado por ‘impurezas’

Os lotes são das marcas Terra da Gente, Jalapão, Made in Brazil e Q-Delícia. Análises do Mapa detectaram matérias estranhas acima do limite de 1%

Grãos de café. Foto: Marcello Casal Jr/ Agencia Brasil

Porto Velho, RO - O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o confisco de 23 lotes de café das marcas Terra da Gente, Jalapão, Made in Brazil e Q-Delícia, após os produtos serem considerados impróprios para consumo humano. A medida foi oficializada por meio de resolução publicada na segunda-feira (22) e atinge linhas tradicional e extra forte das empresas.

A decisão foi tomada após análises laboratoriais identificarem a presença de matérias estranhas e impurezas acima dos limites permitidos pela legislação brasileira. A fiscalização foi conduzida pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária.

Segundo o Mapa, os técnicos encontraram níveis superiores a 1% de impurezas nos produtos analisados. Pela legislação em vigor, o café torrado pode conter, no máximo, esse percentual de materiais naturais da lavoura, como galhos, folhas e cascas do fruto, além de matérias consideradas estranhas, como grãos ou sementes de outros vegetais.


Orientações ao consumidor

Caso algum produto pertencente aos lotes recolhidos tenha sido adquirido, o Ministério orienta a interrupção imediata do consumo. Os consumidores devem procurar o estabelecimento onde realizaram a compra para solicitar substituição do produto ou reembolso, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

A pasta também solicitou que sejam denunciados estabelecimentos que continuem comercializando os lotes considerados impróprios para consumo.

Posicionamento das empresas

Em nota, a Solveig Indústria e Comércio de Café Ltda., responsável pela marca Terra da Gente, informou que os lotes citados na ação de fiscalização são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação, não representando risco ao consumidor.

A empresa afirmou ainda que adotou medidas imediatas, incluindo a segregação dos lotes e o reforço dos controles de qualidade, assim que tomou conhecimento das inconformidades apontadas pelo Mapa. Segundo a Solveig, todos os lotes atualmente produzidos passam por controles rigorosos, com laudos laboratoriais que atestam conformidade com os padrões legais e de segurança alimentar exigidos pela pasta.

As demais empresas citadas não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

Fonte: Carta Capital

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