Mercado reduz previsão da inflação para 2025 e IPCA entra no intervalo da meta

Mercado reduz previsão da inflação para 2025 e IPCA entra no intervalo da meta

Estimativa para o PIB é 2,25% em 2025

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Porto Velho, RO - A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi reduzida de 4,4% para 4,36% em 2025, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC).

Para 2026, a expectativa caiu de 4,16% para 4,1%. Já para 2027 e 2028, as projeções são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Esta é a quinta semana consecutiva de queda nas estimativas, fazendo com que a inflação projetada para este ano volte a ficar dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Inflação recente

A inflação de novembro ficou em 0,18%, influenciada principalmente pela alta das passagens aéreas. Em outubro, o IPCA havia registrado 0,09%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,46%, permanecendo dentro do limite superior da meta do CMN.

Juros básicos seguem elevados

Para cumprir a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A desaceleração da economia e o recuo das expectativas inflacionárias levaram o colegiado a manter os juros pela quarta reunião consecutiva. Em comunicado recente, o BC destacou que o cenário segue marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária, indicando que a Selic deve permanecer em nível elevado por um período prolongado.

A taxa está no maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano. Após atingir 10,5% em maio do ano passado, a Selic voltou a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% em junho, nível mantido desde então.

Segundo o mercado, a Selic deve cair para 12,13% ao ano até o fim de 2026. Para 2027, a projeção é de 10,5%, e para 2028, de 9,5% ao ano.

Impactos dos juros na economia

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda e reduzir a pressão sobre os preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, esse movimento pode frear o crescimento econômico.

Já a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivando o consumo e a produção, mas com menor controle inflacionário. Além da taxa básica, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição dos juros cobrados ao consumidor.

PIB e câmbio

A estimativa do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu em 2,25%. Para 2026, a projeção é de 1,8%. Em 2027 e 2028, a expectativa é de expansão de 1,83% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e o melhor desempenho desde 2021, quando a expansão foi de 4,8%.

No câmbio, a previsão para o dólar é de R$ 5,40 ao final deste ano e de R$ 5,50 no fim de 2026.


Fonte: Agência Brasil

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