Macário foi detido em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo a PF, ele teria contribuído diretamente para o vazamento da operação. A defesa afirma que a decisão foi tomada com base em erro e que irá recorrer após ter acesso aos autos.
Histórico de afastamentos e acusações
O magistrado possui um longo histórico de controvérsias. Em novembro de 2005, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu processo criminal para investigar sua participação em um esquema de fraudes em sentenças judiciais, o que resultou em seu afastamento do cargo.
Em 2015, o plenário do TRF-2 decretou sua aposentadoria compulsória, acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis no Espírito Santo, incluindo suspeitas de venda de sentenças, liberação irregular de máquinas de jogo e evolução patrimonial incompatível com a renda. No entanto, a punição foi posteriormente anulada por falta de quórum mínimo, já que não houve maioria absoluta entre os desembargadores, além de várias declarações de suspeição.
Retorno e promoção
Após anos de disputas judiciais, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou, em novembro de 2022, o retorno de Macário à magistratura. Em maio de 2023, ele reassumiu como juiz titular da 3ª Vara Federal de Vitória e, em junho do mesmo ano, foi promovido a desembargador do TRF-2.
Linha do tempo resumida
* 2005 – STJ abre processo criminal e afasta o juiz* 2015 – TRF-2 decreta aposentadoria compulsória
* 2015 – Liminar suspende a punição
* 2022 – CNJ autoriza retorno à magistratura
* 2023 – Retorna ao cargo e é promovido a desembargador
* 2025 – Preso pela PF na Operação Unha e Carne
Defesa
Em nota, a defesa afirmou que o ministro Alexandre de Moraes teria sido induzido a erro ao decretar a prisão e alegou cerceamento do direito de defesa por falta de acesso imediato à decisão judicial, pedindo a revogação da medida.
Fonte: G1