Rondônia, 13 de Setembro de 2026
Bacellar pede licença de 10 dias da Alerj após ser solto por decisão de Alexandre de Moraes

Bacellar pede licença de 10 dias da Alerj após ser solto por decisão de Alexandre de Moraes

Decisão ocorre um dia depois de o STF autorizar sua soltura - © Thiago Lontra/ALERJ

Porto Velho, RO - O deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pediu licença do mandato nessa quarta-feira (10). O parlamentar solicitou afastamento por 10 dias para tratar de assuntos particulares.

Embora o regimento interno da Casa permita a ausência por até 120 dias, Bacellar optou por um período reduzido, que se estende até o início do recesso parlamentar, marcado para 19 de dezembro.

Medidas restritivas

O pedido ocorre um dia após Moraes autorizar sua soltura, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as restrições impostas estão:

    * uso de tornozeleira eletrônica;
    * proibição de contato com outros investigados;
    * retenção do passaporte;
    * suspensão da licença de porte de arma.


Bacellar havia sido preso preventivamente no dia 3 de dezembro, durante investigação da Polícia Federal sobre o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun.

Operação Zargun

Deflagrada em setembro, a operação levou à prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), o TH Joias, acusado de intermediar a venda de armas para a facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo a PF, em interceptação telefônica realizada no dia 2 de setembro — véspera da prisão — TH Joias ativou um novo número e entrou imediatamente em contato com Bacellar, a quem se referiu como “01”. As investigações apontam que o parlamentar teria orientado o ex-deputado a retirar objetos de sua residência para ocultar possíveis provas. Os dois também teriam conversado novamente na manhã da operação.

Próximos passos

Enquanto permanece afastado do comando da Alerj e do mandato pelos próximos dias, Bacellar segue submetido às medidas restritivas impostas pelo STF. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal.

Fonte: Agência Brasil

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