Rondônia, 31 de março de 2026
STF publica nesta terça acórdão do julgamento de Bolsonaro

STF publica nesta terça acórdão do julgamento de Bolsonaro

Ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Porto Velho, RO - O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (18) o acórdão do julgamento em que a Primeira Turma manteve a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

O documento reúne os votos do relator Alexandre de Moraes e dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O julgamento virtual foi encerrado na última sexta-feira (14).

O placar ficou em 4 a 0 pela rejeição dos embargos de declaração apresentados por Bolsonaro e outros seis réus, mantendo as condenações e permitindo a execução das penas em regime fechado.

Próximos passos da defesa

Com a publicação do acórdão, as defesas devem apresentar novos recursos na tentativa de evitar a prisão para início do cumprimento da pena.

Em tese, os condenados não têm mais direito a recurso capaz de levar o caso ao plenário do STF, composto por 11 ministros. Para isso, precisariam de ao menos dois votos pela absolvição no julgamento original. O placar, porém, foi de 4 votos a 1 — insuficiente para abrir caminho aos embargos infringentes.

Mesmo assim, a defesa deve insistir na tese de que novos recursos são cabíveis, questão que será decidida pelo ministro Alexandre de Moraes. A partir desta quarta-feira (19), os infringentes poderão ser protocolados dentro de 15 dias.

A defesa também pode apresentar novos embargos de declaração, embora recurso idêntico tenha sido rejeitado na semana passada.

Possível prisão

Bolsonaro está atualmente em prisão cautelar devido às investigações sobre o chamado tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se Moraes decretar a prisão definitiva, o ex-presidente pode cumprir pena na Penitenciária da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial da Polícia Federal.

A defesa deve solicitar prisão domiciliar, alegando condições de saúde — possibilidade já concedida ao ex-presidente Fernando Collor, condenado na Lava Jato e autorizado a cumprir pena em casa com tornozeleira eletrônica.

Situação dos demais condenados

Também tiveram os recursos negados:

    Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice na chapa de 2022;
    Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
    Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
    Augusto Heleno, ex-chefe do GSI;
    Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
    Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin.


Por serem militares ou delegados, alguns poderão cumprir pena em quartéis ou em alas especiais na Papuda.

O ex-ajudante de ordens Mauro Cid não recorreu porque firmou delação premiada. Ele cumpre pena em regime aberto e já retirou a tornozeleira eletrônica.

Fonte: Agência Brasil

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