Rondônia, 31 de março de 2026
Cessar-fogo em Gaza completa um mês com acusações mútuas e 271 palestinos mortos, segundo Hamas

Cessar-fogo em Gaza completa um mês com acusações mútuas e 271 palestinos mortos, segundo Hamas

Grupo palestino denuncia violações por Israel e restrições à ajuda humanitária; governo israelense afirma que Hamas descumpre acordo e representa risco a tropas.

© Reuters

Porto Velho, RO - O acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza completou um mês nesta segunda-feira (10) sob clima de tensão e acusações recíprocas entre Hamas e Israel.
Segundo o grupo palestino, 271 palestinos foram mortos e 622 ficaram feridos durante o período, incluindo 221 crianças. O Hamas afirmou que 58% das vítimas seriam crianças, mulheres e idosos, o que, segundo o grupo, refletiria “uma política de assassinato sistemático contra civis desarmados”.

De acordo com o Hamas, apenas 40% da ajuda humanitária prevista no acordo chegou ao território. O documento previa a entrada de 600 caminhões por dia, incluindo 50 caminhões-tanque de combustível, mas o grupo afirma que a média foi de menos de 200 veículos diários.

O Hamas também acusa Israel de ter detido 35 moradores de Gaza — entre eles pescadores — e de demolir residências próximas à chamada linha amarela, que separa as áreas controladas.


Israel acusa Hamas de violações

Por outro lado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmam que o Hamas violou o cessar-fogo ao promover ataques e cruzar áreas restritas.

“Dois terroristas foram identificados cruzando a Linha Amarela e se aproximando das tropas das FDI no sul da Faixa de Gaza, representando uma ameaça imediata”, informou o Exército israelense nesta segunda-feira.

O ministro da Defesa, Israel Kartz, reforçou que as operações militares continuarão até a devolução dos reféns mortos e a eliminação completa dos túneis do Hamas.

“Até que todos os reféns mortos sejam devolvidos e até que o último túnel seja cavado, continuaremos a agir com vigor para alcançar nossos objetivos em Gaza”, declarou.

O Hamas respondeu que parte dos corpos dos reféns israelenses ainda não foi localizada devido à destruição de infraestrutura e à falta de equipamentos de escavação. O grupo informou ter encontrado 24 dos 28 corpos e fornecido coordenadas à Cruz Vermelha e a mediadores internacionais.


Ajuda humanitária sob bloqueios

A Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) continua enfrentando restrições impostas por Israel para a entrada de suprimentos. O parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ) determina que o governo israelense permita o acesso humanitário, mas a entrada de caminhões da UNRWA segue bloqueada.

Segundo dados da ONU, 3,2 mil caminhões com ajuda humanitária entraram em Gaza no primeiro mês do cessar-fogo, nenhum deles da UNRWA.
O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) informou que, embora a distribuição de alimentos e cestas básicas tenha aumentado gradualmente, 23 pedidos de nove agências para enviar suprimentos de abrigo foram rejeitados por Israel.

A entidade também relatou restrições ao trabalho de pescadores e dificuldade na entrada de insumos agrícolas, o que mantém parte da população sem meios de subsistência.


Contexto

O cessar-fogo, mediado por Egito, Catar e ONU, entrou em vigor após mais de um ano de ofensiva israelense em Gaza, iniciada após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Desde então, milhares de pessoas morreram e grande parte da infraestrutura local foi destruída.


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Fonte: Agência Brasil

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