Rondônia, 31 de março de 2026
Câmara começa a discutir projeto de lei antifacção enviado pelo governo federal

Câmara começa a discutir projeto de lei antifacção enviado pelo governo federal

Expectativa, no entanto, é que a medida apenas comece a ser discutida, sem uma votação final. Isso porque a Câmara terá trabalhos remotos, em função da COP30. Câmara dos Deputados — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Porto Velho, RO - A Câmara dos Deputados começa a discutir nesta terça-feira (12) o projeto de lei antifacção, encaminhado pelo governo federal com o objetivo de aumentar as penas para líderes de organizações criminosas. O texto foi incluído na pauta de votações desta semana pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Apesar da inclusão, não há previsão de votação imediata, já que os trabalhos da Câmara serão realizados de forma remota devido à COP30, que ocorre em Belém (PA).

O envio do projeto ao Congresso ocorreu após a megaoperação policial no Rio de Janeiro contra integrantes do Comando Vermelho. No entanto, a escolha de Motta para relatar a proposta gerou desconforto no governo, já que o relator é o deputado Guilherme Derrite (PL-SP), atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, que se licenciou do cargo estadual para reassumir o mandato parlamentar.

Na última sexta-feira (8), Derrite apresentou o primeiro parecer sobre o texto, rejeitando a proposta da oposição que pretendia unificar o projeto do governo a outro que equipara facções criminosas a organizações terroristas.

Em entrevista ao jornal O Globo, o relator afirmou que o texto reconhece práticas das facções com “efeitos equivalentes aos do terrorismo”, estabelecendo penas mais severas, mas sem incluí-las na Lei Antiterrorismo.

Derrite explicou que a medida busca “aumentar o custo do crime”, prevendo penas de 20 a 40 anos para ações armadas e de controle territorial promovidas por facções.

O parecer também prevê o bloqueio de bens de empresas ligadas a esses grupos, com o objetivo de cortar suas fontes de financiamento, além de determinar que líderes de facções cumpram pena em presídios de segurança máxima, para reduzir o poder de comando dentro do sistema prisional.

Fonte: CBN

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