Rondônia, 31 de março de 2026
Braskem fecha acordo de R$ 1,2 bilhão com o governo de Alagoas por desastre geológico em Maceió

Braskem fecha acordo de R$ 1,2 bilhão com o governo de Alagoas por desastre geológico em Maceió

Companhia vai pagar indenizações ao longo de dez anos por danos causados pela extração de sal-gema que provocou afundamento do solo na capital alagoana.

© Joédson Alves/Agência Brasil

Porto Velho, RO - A Braskem anunciou um acordo com o governo de Alagoas para o pagamento de R$ 1,2 bilhão em indenizações relacionadas ao desmoronamento do solo em bairros de Maceió, causado pela extração de sal-gema realizada pela empresa.

De acordo com comunicado divulgado na noite de segunda-feira (10), o valor será quitado ao longo de dez anos, sendo que R$ 139 milhões já foram desembolsados.

“O saldo deverá ser quitado em dez parcelas anuais variáveis corrigidas, principalmente após 2030, considerando a capacidade de pagamento da companhia”, informou a Braskem.

O acordo prevê o pagamento de compensações, indenizações e ressarcimentos ao Estado “para a reparação integral de todo e qualquer dano patrimonial e extrapatrimonial”.

Com a assinatura, o governo de Alagoas deverá encerrar a ação judicial movida contra a empresa. O acordo, no entanto, ainda depende de homologação judicial.

“A celebração do acordo representa um significativo e importante avanço para a companhia em relação aos impactos decorrentes do evento geológico em Alagoas”, declarou a Braskem.


Entenda o caso

O desastre geológico em Maceió teve início em 2018, quando a exploração de sal-gema, usada na indústria química, provocou instabilidade no solo e afundamentos em cinco bairros da capital alagoana: Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol.

Mais de 60 mil pessoas precisaram deixar suas casas por risco de colapso. Milhares de imóveis foram interditados pela Defesa Civil, e parte das áreas atingidas permanece desocupada.

Em novembro de 2023, a Prefeitura de Maceió decretou estado de emergência diante do risco de colapso em uma das minas. A Polícia Federal concluiu um inquérito sobre o caso, indiciando 20 pessoas em novembro do mesmo ano.

A Defensoria Pública de Alagoas ainda mantém uma ação judicial que pede R$ 4 bilhões em indenizações por desvalorização de imóveis em bairros vizinhos.


Braskem

A Braskem é controlada pela Novonor (antiga Odebrecht) e tem a Petrobras como acionista relevante, com 47% das ações com direito a voto.


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Braskem • Maceió • Alagoas • sal-gema • desastre geológico • indenização • afundamento do solo • Defesa Civil • Petrobras • Novonor

Fonte: Agência Brasil

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