Rondônia, 31 de março de 2026
Brasileira ligada à porta-voz da Casa Branca é detida pelo ICE e pode ser deportada

Brasileira ligada à porta-voz da Casa Branca é detida pelo ICE e pode ser deportada

Bruna Caroline Ferreira foi detida por agentes de imigração no início do mês e está sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos

Brasileira mãe de sobrinho de porta-voz da Casa Branca é presa nos EUA • Reprodução

Porto Velho, RO - A brasileira Bruna Caroline Ferreira, ex-cunhada da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, está sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) desde 12 de novembro. Ela foi presa perto de Boston por estar, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), em situação migratória irregular após exceder o prazo de seu visto de turista — que exigia que deixasse o país em 1999, quando tinha apenas seis anos.

Acusação é contestada pela defesa

Um porta-voz do DHS afirmou que Bruna “já foi presa anteriormente por agressão” e que agora enfrenta processo de deportação.


A defesa rejeita a acusação:

“Ela não possui antecedentes criminais e não é uma ‘imigrante ilegal criminosa’”, declarou o advogado Todd Pomerleau.

Segundo ele, Bruna era beneficiária do DACA, programa criado na era Obama que protege da deportação imigrantes levados aos EUA ainda na infância. Ela não conseguiu renovar o status durante o governo Trump, quando o programa esteve ameaçado.

Pomerleau afirma que a brasileira está em meio a um processo legal para obter o green card:

“Ela espera pela cidadania há 27 anos. Quando falei com ela, estava chorando. Ela quer o filho dela.”

Trajetória de vida nos EUA

Bruna chegou aos EUA aos seis anos, acompanhada dos pais. Cresceu na região de Boston, estudou na Melrose High School e se formou em 2011. Segundo sua irmã, Graziela, Bruna “é mais americana do que qualquer outra coisa”.

Depois do ensino médio, Bruna se casou brevemente e, mais tarde, teve um filho com Michael Leavitt — irmão mais velho de Karoline Leavitt e ex-noivo da brasileira. O casal não chegou a se casar oficialmente, e o filho passou a viver com o pai em New Hampshire após a separação.

Registros e fotos nas redes sociais mostram Bruna participando ativamente da vida da criança, visitando-o com frequência e mantendo contato constante. Michael afirmou à afiliada da CNN, WMUR, que o filho não fala com a mãe desde a detenção, e descreveu a situação como “difícil”.

A relação com a família Leavitt atualmente é distante.
Segundo a irmã de Bruna, Michael chegou a pedir que ela “se autodeportasse” ao Brasil — algo rejeitado pela família:

“Os Estados Unidos são o lar dela. O filho dela precisa da mãe”, disse Graziela.

DACA, irregularidade e disputa legal

O DHS afirma que Bruna excedeu o tempo de permanência de seu visto ainda em 1999.
A defesa argumenta que isso não se aplica, já que ela era uma criança:

“Uma criança de 6 anos não pode ser responsabilizada. Ela só seria responsável seis meses após completar 18 anos, quando já estava sob o DACA.”

Atualmente, o caso segue no sistema de imigração, com Bruna sob custódia do ICE enquanto aguarda audiência.

Karoline Leavitt, atual secretária de imprensa da Casa Branca e madrinha do filho de Bruna, disse que não comentará o caso.

Fonte: CNN Brasil

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