Rondônia, 31 de março de 2026
Israel anuncia as primeiras deportações de ativistas da flotilha para Gaza

Israel anuncia as primeiras deportações de ativistas da flotilha para Gaza

Quatro italianos foram deportados após serem detidos pelos militares israelenses quando tentavam entregar ajuda humanitária a palestinos afetados pela guerra


Militares de Israel em um barco da flotilha Global Sumud. O grupo que tentava levar ajuda humanitária aos palestinos em Gaza foi detido. Foto: Saeed QAQ / AFP

Porto Velho, RO - O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou nesta sexta-feira 3 as primeiras deportações de ativistas que participavam da flotilha de ajuda para Gaza interceptada pelo exército do país.

“Quatro cidadãos italianos já foram deportados. O restante está em processo de deportação. Israel quer encerrar este procedimento o mais rápido possível”, afirmou em um comunicado no X.

Último barco interceptado

Também nesta sexta-feira, os organizadores da flotilha com ajuda humanitária para Gaza afirmaram que Israel interceptou sua última embarcação.

“Marinette, o último barco restante da flotilha Global Sumud, foi interceptado às 10h29 locais (3h29 em Brasília), a aproximadamente 42,5 milhas náuticas de Gaza”, informou a flotilha no Telegram.

Na mensagem, os ativistas acrescentaram que a Marinha israelense “interceptou ilegalmente as 42 embarcações, cada uma delas transportava ajuda humanitária, voluntários e a determinação de romper o cerco ilegal de Israel sobre Gaza”.

Brasileiros detidos

Ao menos 12 brasileiros estão entre os detidos nas embarcações que tentavam romper o cerco de Israel no enclave palestino. Entre eles, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).

O governo brasileiro, na quinta-feira, subiu o tom contra Israel e pediu a libertação imediata dos detidos. O Itamaraty, em nota, chamou a ação de Israel contra a flotilha de ilegal e arbitrária.

“O Brasil exorta o governo israelense a liberar imediatamente os cidadãos brasileiros e demais defensores de direitos humanos detidos”, diz a pasta comandada por Mauro Vieira.

Além disso, segundo o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília, já foi formalmente notificado da inconformidade do Brasil com as ações do governo de Israel.

O país, por fim, pediu que Israel seja responsabilizado por qualquer abuso cometido na ação contra a flotilha.

Fonte: Carta Capital

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